Federação Paranaense de Futebol suspende Atletiba

Redação


O Atletiba que seria transmitido pela internet foi suspenso. Antes da bola rolar, mesmo com 25 mil torcedores nas arquibancadas e todo o preparativo, incluindo segurança, uma decisão da Federação Paranaense de Futebol (FPF) suspendeu a partida. A Federação alegou, por meio da Assessoria Jurídica, que não houve credenciamento das pessoas que fariam a transmissão da internet, o que seria uma exigência da FPF, porém, os clubes alegam que a arbitragem teria recebido ordem de não liberar a partida até que terminasse a transmissão online.

Os atletas cumpriram todo o protocolo, entraram em campo, se aqueceram , mas depois precisaram voltar para os vestiários. O caso será levado à Justiça e é mais um capítulo da queda de braço entre os clubes e a Federação Paranaense de Futebol. O presidente da FPF, Hélio Cury, não se manifestou sobre a proibição.

Em entrevista à Rádio Transamérica, o advogado da FPF, Emerson Fukushima, disse que o problema não era a transmissão da internet, mas a falta de credenciamento dos profissionais “Bastaria que eles determinasse a saída dessas pessoas, mas aí resolveram outra situação, para que a Federação ficasse responsável”, disse.

Conforme informações do vice do Coritiba, José Macedo, a arbitragem teria alegado que o jogo não iniciaria enquanto houvesse transmissão. Macedo alegou que o grupo que transmitiria o jogo poderia ser levado para outro lugar, na arquibancada. “A partida não será iniciada enquanto houver transmissão”, teria dito o quarto árbitro Rafael Traci.

Na opinião de Emerson, os clubes desvirtuaram o foco da suspensão do jogo e sobre a transmissão ou não, eles deveriam se entender com a Rede Globo. “Não chegamos a discutir os direitos de transmissão, o único problemas nesse sentido seria a Rede Globo e não a Federação. A FPF não tem nada a ver com isso, foi decisão do Atlético e do Coritiba”, comentou.

Após 40 minutos, houve a oficialização da suspensão, os jogadores voltaram ao gramado da Arena da Baixada e saíram, sob os gritos de “vergonha”.

 

 

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