Federação Paranaense é única condenada por Atletiba cancelado

Narley Resende


A Federação Paranaense de Futebol (FPF) foi condenada na madrugada desta terça-feira (14) pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR) a pagar uma multa de R$ 20 mil por ter sido a responsável pela não realização do clássico Atletiba, que estava marcado para o dia 19 de fevereiro.

Na ocasião, com mais de 20 mil pessoas nas arquibancadas, a Federação não autorizou o início da partida enquanto profissionais que fariam a transmissão do jogo pela internet permanecessem no gramado. O argumento era de que 12 pessoas não tinham feito o credenciamento dentro do prazo exigido. A Justiça condenou a FPF por não permitir o início do jogo. A multa será destinada ao Hospital Pequeno Príncipe.

O julgamento realizado entre a noite desta segunda-feira (13) e madrugada de terça-feira (14), no TJD-PR, em que a FPF foi condenada, durou mais de seis horas.

O presidente da Federação, Hélio Cury, disse na manhã desta terça que vai tomar todas as medidas para recorrer da decisão. “Não tomei conhecimento ainda, não tive acesso ao acórdão. A Federação, se houver essa possibilidade, sem dúvida nenhuma, vai tomar todas as providências pela absolvição”, disse em entrevista ao Paraná Portal.

O quarteto de arbitragem da partida foi absolvido, assim como todos os 14 dirigentes e profissionais de Coritiba e Atlético que estiveram no gramado da Arena da Baixada e tinham sido denunciados.

Segundo a promotoria do TJD-PR, a FPF teria infringido os artigos artigos 191, I (por deixar de cumprir obrigação legal), 203 (por dar causa à suspensão da partida) e 206 (por atraso) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). De acordo com a promotoria, a partida deveria ter começado mesmo com os jornalistas não credenciados em campo.

A arbitragem também foi denunciada no artigo 191, III (por deixar de cumprir regulamento de competição), e 269 (por recusar-se, injustificadamente, a iniciar a partida). Foram denunciados e absolvidos o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior, os auxiliares Weber Felipe Silva e Júlio César de Souza e o quarto árbitro Rafael Traci.

Por entrarem no campo sem a autorização da arbitragem (artigo 258-b) , do Atlético foram denunciados o presidente Luiz Sallim Emed, o vice Márcio Lara, o diretor de marketing Mauro Holzman e a diretora jurídica Regina Bortoli.

Do Coritiba foram denunciados o vice-presidente José Fernando de Macedo, o dirigente Ernesto Pedroso, o diretor de futebol Alex Brasil, o supervisor Rafael Zucon e o assessor Rodrigo Weinhardt. Todos absolvidos.

 

 

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