Fifa endurece guerra contra o racismo

Redação


A secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura, disse  na segunda (26) que a luta contra o racismo é levada “muito a sério” apesar da dissolução da força-tarefa de que supervisionava as conduta e expressões discriminatórias no futebol. A agência de notícias The Associated Press revelou que a força-tarefa foi extinguida pela Fifa após três anos. “A força-tarefa teve um mandato muito específico que acreditamos foi integralmente cumprido”, disse Samoura na convenção Soccerex “Suas recomendações agora foram convertidas em um programa, e sólido”.

Segundo informações da AFP, Samoura foi nomeada em maio como a primeira mulher em um alto cargo no organismo gestor do futebol mundial, como parte de uma reestruturação sob o comando do presidente Gianni Infantino. A senegalesa, ex-funcionária da ONU, disse que sua “presença aqui é um forte testemunho de que para a Fifa, existe uma política de tolerância zero” contra a discriminação e de que é uma organização inclusiva.

Em resposta às críticas sobre o fim da força-tarefa, Samoura acrescentou que “podemos viver com apreciações, mas levamos muito a sério o nosso papel como o corpo governante do futebol mundial na luta contra a discriminação”.

 

A força-tarefa foi criada em 2013 por Joseph Blatter, então presidente da Fifa. Originalmente, era liderada por Jeffrey Webb, um dos vice-presidentes da entidade, que foi preso em 2015, como parte da investigação dos Estados Unidos sobre corrupção no futebol. Webb, que se declarou culpado, foi substituído há um ano como presidente da força-tarefa por Consant Omari, líder da federação congolesa e membro do Conselho da Fifa.

Com informações da AFP

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