Final da Copa de 1994 entre Brasil e Itália será reprisada neste domingo

Jorge de Sousa

Final da Copa de 1994 entre Brasil e Itália será reprisada neste domingo

A final da Copa do Mundo de 1994 entre Brasil e Itália será reprisada neste domingo (26), às 16 horas, pela Rede Globo. O jogo valeu para a seleção brasileira seu tetracampeonato mundial.

A seleção brasileira encerrou um jejum de 24 anos sem títulos de Copa do Mundo, até hoje o maior período sem taças desde a primeira conquista mundial em 1958 na Suécia.

A Copa do Mundo de 1994 também foi a primeira realizada nos Estados Unidos, país que tem maior tradição no futebol com sua seleção feminina do que com o time masculino.

Mas a campanha para o tetracampeonato foi marcada por diversas adversidades que quase deram o quarto título mundial justamente para a Itália.

Confira abaixo mais sobre a campanha do quarto título mundial do Brasil.

CLASSIFICAÇÃO APERTADA PARA A COPA DO MUNDO 1994

O Brasil disputou as Eliminatórias da Copa do Mundo de 1994 junto da Bolívia, Uruguai e Venezuela. Nesse formato de disputa, todas as seleções se enfrentavam em turno e returno e as duas melhores se classificavam para o mundial.

Mas a seleção comandada por Carlos Alberto Parreira chegou na última rodada precisando empatar com o Uruguai no Maracanã para garantir a vaga, com a surpreendente Bolívia de Marco Etcheverry já garantida na Copa do Mundo.

A seleção uruguaia contava com Enzo Francescoli, um dos principais jogadores sul-americanos da época. Mas com dois gols de Romário no segundo tempo o Brasil buscou a vaga na Copa do Mundo.

Curiosamente Romário e Parreira não estavam em boa sintonia nesse período. Isso porque o centroavante havia recusado convocação para amistoso contra a Alemanha em 1992 e havia sido deixado de lado em quase toda a campanha do Brasil nas Eliminatórias.

PARREIRA ALTERA SELEÇÃO DURANTE A COPA

Carlos Alberto Parreira teve participação decisiva na conquista do tetracampeonato do Brasil e o técnico sofreu com problemas para armar sua seleção até mesmo antes da disputa.

O primeiro infortúnio foi quando o terceiro zagueiro titular Ricardo Gomes sofreu uma lesão muscular no amistoso contra El Salvador, o último compromisso da seleção brasileira antes do mundial. Ronaldão do São Paulo foi chamado em seu lugar e Márcio Santos assumiu a titularidade.

Mas na estreia da seleção na competição o quarto zagueiro Ricardo Rocha também sofreu com um problema muscular e ficaria de fora de toda a Copa do Mundo. Com isso, Aldair e Márcio Santos formaram a dupla de zaga tetracampeã do mundo.

A seleção brasileira passou sem sustos pela primeira fase da Copa do Mundo, batendo Rússia e Camarões e empatando na última rodada contra a Suécia para garantir a liderança do Grupo B.

Nas oitavas de final o Brasil teve o desafio de encarar os Estados Unidos em pleno Dia da Independência (4 de julho). Parreira retirou Raí da equipe titular e manteve Mazinho durante todo a fase mata-mata entre os 11 atletas que iniciavam os jogos.

Em um jogo duro, Bebeto marcou o gol da vitória e colocou o Brasil nas quartas de final para encarar a Holanda. Mas o duelo contra os Estados Unidos também ficou marcado pela cotovelada de Leonardo em Tab Ramos. O lateral esquerdo não voltou mais a equipe titular e Branco foi escolhido por Parreira como substituto.

Essa última alteração (mesmo que forçada) de Parreira na equipe titular mostrou resultado. Após abrir dois gols de vantagem, o Brasil cedeu empate para a Holanda de Dennis Bergkamp. Mas Branco em cobrança de falta marcou o gol da vitória e colocou a seleção brasileira na semifinal da Copa do Mundo.

ROMÁRIO, TAFFAREL E O ROSE BOWL

O Brasil disputou os últimos dois jogos na Copa do Mundo no Rose Bowl sob a presença de mais de 94 mil pessoas no estádio de Pasadena.

Outro fator encarado no Brasil nas partidas em Pasadena foi o forte calor. Na final contra a Itália, os atletas jogaram com uma temperatura de 37°.

Dentro de campo dois jogadores roubaram o protagonismo para o tetracampeonato brasileiro. Romário no ataque e Taffarel debaixo da meta.

Romário terminou a Copa do Mundo com cinco gols, atrás apenas do russo Oleg Salenko e do búlgaro Hristo Stoichkov que foram artilheiros do mundial com seis gols.

O quinto gol de Romário na competição foi justamente contra a Suécia, após boa jogada individual de Jorginho pela direita, completada por cabeceio do centroavante no segundo poste.

Mas na final Romário sofreu com a forte marcação da Itália que contava com a forte dupla de zaga formada por Franco Baresi e Paolo Maldini.

A Itália fez uma campanha irregular na primeira fase da Copa do Mundo, mas contou com o talento de Roberto Baggio para chegar até a final do mundial após derrotar Nigéria, Espanha e Bulgária. Nesses três jogos, o meio campista marcou cinco gols.

Só que assim como Romário, Roberto Baggio teve pouca participação nos 120 minutos do tempo normal e da prorrogação. Com isso, pela primeira vez na história da Copa do Mundo a decisão do torneio seria decidida nas penalidades.

Foi então que Taffarel brilhou ao defender a penalidade cobrada por Massaro, empatando o duelo após Márcio Santos desperdiçar o primeiro pênalti do Brasil.

Coube a Roberto Baggio a chance de empatar em cinco a cinco e levar a disputa para as penalidades alternadas. Mas o meio campista pegou muito embaixo da bola e garantiu o quarto título mundial da seleção brasileira.

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