Fluminense perde para o Nacional, mas resiste à altitude e avança na Sul-Americana

Em um jogo disputado nos 4.070 metros de altitude de Potosí, o Fluminense conseguiu resistir às adversidades e, apesar d..

Folhapress - 11 de maio de 2018, 00:19

Foto: Divulgação Fluminense
Foto: Divulgação Fluminense

Em um jogo disputado nos 4.070 metros de altitude de Potosí, o Fluminense conseguiu resistir às adversidades e, apesar da derrota por 2 a 0 para o Nacional (BOL), com gols de Reina, arrancou a vaga na próxima fase da Copa Sul-Americana na noite desta quinta-feira (11). No jogo de ida, o time tricolor havia vencido por 3 a 0, no Maracanã.

Diante de um adversário frágil tecnicamente, o Tricolor teve nas condições extremas da cidade boliviana o seu maior adversário. Após um primeiro tempo no qual conseguiu segurar o ímpeto da equipe mandante, o Flu levou sufoco no segundo tempo, mas traz de volta para o Rio de Janeiro um placar que garante ao clube a manutenção do sonho de vencer o torneio continental.

Com a vaga na mão, o time de Abel Braga aguarda o sorteio para saber quem será o rival pela próxima fase. Após a missão cumprida, a equipe volta suas atenções para o Brasileiro. Na segunda-feira, o Fluminense visita o Botafogo, às 20h, no Nilton Santos.

O destaque da classificação tricolor foi Júlio César. Diante da proposta da equipe da casa de usar a altitude como aliada e arriscar chutes de fora da área, o goleiro do Fluminense foi peça-chave para o resultado. Colocado insistentemente à prova, ele fez ótimas defesas e cometeu um único erro em um cruzamento rebatido para dentro da área.

O pior foi o zagueiro Frazan, que sofreu com as triangulações criadas por seu setor, resultando em cruzamentos perigosos. A atuação do defensor foi comprometida também pela partida do lateral-esquerdo Ayrton Lucas, que sofreu com a falta de fôlego e foi envolvido com certa facilidade. O titular foi substituído por Marlon logo no intervalo.

O primeiro tempo de jogo seguiu um roteiro previsível em Potosí. Com uma vantagem confortável e diante de uma condição climática inédita para os brasileiros, o Flu viu o frágil time do Potosí tomar a iniciativa. Apesar do aparente domínio inicial, o time da casa só levou mesmo perigo em chutes de média e longa distância. Em um deles, Reina acertou a trave tricolor. Em tiros de Torres e de Reina, o goleiro Júlio César fez importantes defesas.

O Flu foi se encontrando aos poucos no jogo e conseguiu trocar mais passes após os 15 minutos iniciais. De forma cautelosa, o time tentou "cozinhar" o rival na base da técnica. Em sua melhor oportunidade, o Tricolor levou muito perigo em bom chute de Pedro. O primeiro tempo seguiu nesta toada: o Nacional tentando se aproveitar de seu maior aliado, e o Flu amarrando a partida de maneira a fazer o tempo passar e frear o ímpeto do Nacional.

Na etapa final, Marlon entrou no lugar de Ayrton Lucas, mas o lado esquerdo de defesa do Flu seguiu sendo o melhor caminho para a equipe mandante, que aproveitou cochilo do lateral para bater sem chance e abrir o placar. Com a contagem aberta aos 5 minutos, o Nacional foi para cima e quase ampliou logo em seguida, mas o cabeceio de Meza passou raspando e saiu.

Mas o drama tricolor logo foi ampliado. Aos 14min, o juiz marcou pênalti discutível de Jadson em Perez. Reina, o grande nome do Nacional, bateu no canto e marcou. A desvantagem "no limite" acordou os tricolores, que tentaram colocar a bola no chão e aproveitar os espaços deixados pelo Nacional. Em excelente trama de Pedro e Sornoza, Pablo Dyego saiu na cara do goleiro e perdeu um gol que poderia resolver a parada. Após outro ótimo passe do equatoriano, Robinho levou perigo na conclusão.

O "Time de Guerreiros" fez jus ao apelido e deu tudo que tinha. Exaustos, os jogadores colocaram o coração em campo para segurar uma derrota que pode (e deve) ser festejada por todos os tricolores.