Forças Armadas devem ampliar investimento em atletas

Mariana Ohde


As Forças Armadas fizeram neste fim de semana o balanço da participação dos atletas militares nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Das 18 medalhas do Time Brasil, 12 foram conquistadas por atletas ligados à Marinha, ao Exército ou à Aeronáutica.

Dos 462 atletas da delegação brasileira, 145 – quase um terço – são militares. Cerca de 670 atletas fazem parte do programa de alto rendimento das Forças Armadas. Eles são selecionados por meio de um concurso público que leva em conta o desempenho anterior. Outros 21 mil jovens são incorporados às equipes militares por meio de programas de iniciação e incentivo ao esporte.

O almirante Paulo Zuccaro informou que o Ministério da Defesa destina R$ 18 milhões por ano para atletas de alto rendimento. Já o Ministério do Esporte investiu, nos últimos cinco anos, R$ 120 milhões nas instalações esportivas militares e R$ 25 milhões para levar atletas brasileiros às principais competições mundiais.

Zuccaro acrescentou que as Forças Armadas pretendem ampliar os programas voltados para o esporte e criar uma versão paralímpica.

Paralimpíadas

O programa piloto das Forças Armadas para incentivo a atletas paralímpicos, que atualmente conta com dez pessoas, será ampliado. Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o nome provisório é João do Pulo e o objetivo é que o programa tenha tanta expressão e resultado como os atletas militares estão tendo na Olimpíada.

“Mas para isso você tem de adequar equipamentos e a parte de apoio pela especificidade que tem. E também tem de fazer um projeto onde os editais sejam voltados para atletas paralímpicos e tenha um pessoal profissional, treinadores, formadores, que tenham também essa expertise. Temos um piloto pequenininho, mas ele vai crescer. Hoje são dez pessoas, porque temos de aprender como fazer isso, mas tenha certeza que vai crescer e vai ganhar volume nos próximos anos”, acrescentou Jungmann.

“Oferecemos segurança e estabilidade para o atleta. Não é que o atleta militar seja um super-atleta ou um super-homem. São condições. Só isso. Tem um salário digno, um lugar onde possa treinar com bom equipamento, atendimento médico´e fisiológico. É só isso. Por isso, temos essa diferença e espero que isso se espraia pelo Brasil”, disse.

Conforme Jungmann, os recursos para continuidade do programa foram negociados com o Ministério do Planejamento e estão garantidos. Ele visitou hoje o Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan) da Marinha, onde conheceu o Programa Forças no Esporte (Profesp), projeto social em parceria com os ministérios da Defesa, Esporte e do Desenvolvimento Social e Agrário. Atualmente, são beneficiadas 21 mil crianças em situação de vulnerabilidade social em 89 municípios de 26 estados brasileiros.

Jungmann explicou que o Profesp é a ponta oposta do programa de alto rendimento.

“Temos também um programa de formação de cidadania e iniciação com os jovens que, no contraturno, quando não estão na escola, vêm para as unidades militares, têm alimentação, atendimento médico, odontológico e, obviamente, iniciação nos esportes que eles têm talento e que eles gostam de se desenvolver. Hoje, já temos jovens que começaram no Forças do Esporte e já integram a equipe olímpica brasileira. É um programa de base que chega até o alto rendimento”, explicou.

(Com informações do Portal Brasil e Agência Brasil)

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Repórter no Paraná Portal
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