França no topo e hexa adiado: o sucesso da Copa do Mundo em 2018

A Copa do Mundo de 2018, realizada na Rússia em junho e julho desse ano, foi um sucesso. O maior evento esportivo do ano..

Vinicius Cordeiro - 22 de dezembro de 2018, 14:00

Divulgação Fifa
Divulgação Fifa

A Copa do Mundo de 2018, realizada na Rússia em junho e julho desse ano, foi um sucesso. O maior evento esportivo do ano aconteceu em 11 cidades e abriu as portas do país europeu, presidido por Vladimir Putin, como nunca antes. A festa tomou conta também na esfera esportiva, já que a Rússia chegou nas quartas de final - caindo para a Croácia nas penalidades.

A boa organização fez com que todos voltassem as atenções para a disputa esportiva, que ainda contou com a inovação do árbitro de vídeo (VAR), recurso tecnológico que tenta dar ao futebol a sensação de justiça. Foram 17 lances que o juiz da partida recorreram à ferramenta, sendo um pênalti na grande decisão entre França e Croácia.

Apesar de nenhum dado oficial ter sido divulgado, a Kantar Ibope Media apontou que a final foi assistida por mais de 20 milhões de telespectadores nas 15 principais regiões metropolitanas do Brasil.

A França conquistou o título pela segunda vez. 

Já nas quartas, a França pegou o Uruguai e controlou o jogo inteiro, tornando o confronto complicando em seu duelo mais fácil na competição. Griezmann deu assistência para Varane e depois contou com falha do goleiro Muslera.

Na semifinal, os franceses encararam a Bélgica e contaram com o zagueiro Samuel Umtiti para definir o confronto depois do escanteio batido por Griezmann. Vale ressaltar que os belgas tiveram mais posse de bola (64% contra 36%), mas finalizaram menos ao gol adversário (3 a 5).

Na grande decisão, a França venceu a Croácia por 4 a 2 em um confronto foi eletrizante. O atacante Mandzukic marcou contra e teve que contar com seu companheiro Perisic para empatar. O VAR apareceu no jogo por causa do árbitro argentino Néstor Pitana, que acabou dando um pênalti aos Bleus. Griezmann balançou as redes ainda no primeiro tempo e viu Pogba e Mbappé ampliarem. No final, o vilão Mandzukic acabou diminuindo em falha grotesca do goleiro Lloris.

Já Gabriel Jesus entrou para a história ao não ter marcado nenhum gol nos cinco jogos do Brasil neste Mundial. Antes dele, apenas um camisa 9 da amarelinha deixou uma Copa do Mundo sem marcar - Alcindo, em 1966. De quebra, Roberto Firmino, em ótima fase, ficou com o status de reserva.

 

O próprio Tite reconheceu alguns equívocos. "A Copa do Mundo te dá a necessidade de mais rapidamente modificar seu plano geral, quer seja durante o jogo ou pelo momento técnico de uma atleta ou outro", disse em agosto.

No geral, o Brasil fez uma boa participação. Classificou-se (com susto, é verdade) em primeiro lugar do Grupo E, à frente de Suíça, Sérvia e Costa Rica. Nas oitavas de final, derrotou o bom time do México.

Caiu no duelo diante a Bélgica por 2 a 1, sofrendo com as ótimas atuações do meia Kevin De Bruyne e dos atacantes Eden Hazard e Romero Lukaku. Comandados por Roberto Martínez e seu auxiliar, Thierry Henry, os belgas poderiam ter sorte melhor, mas conquistaram o terceiro lugar do Mundial - a melhor posição da história do país.

Os carismáticos 

Islândia e Panamá também marcaram história em 2018. Os dois países fizeram tiveram participações muito dignas na Rússia mesmo sendo eliminadas na fase de grupos.

Vale lembrar que a Croácia disputou a prorrogação em todos os jogos do mata-mata, garantindo emoção até o fim. Isso também ajudou na vitória francesa. Além de atuar 90 minutos a mais que o rival na final, os croatas percorreram 118 km a mais que os franceses no trajeto rumo à decisão. Mesmo assim, é para aplaudir essa campanha histórica.

As decepções

As favoritas ao título, Alemanha, Argentina e Espanha decepcionaram. Campeões em 2014, os alemães fizeram feio na fase de grupos: perderam para o México na estreia, ganharam de virada da Suécia no último minuto (evitando a eliminação com antecedência) e selaram sua despedida com uma derrota para a Coreia do Sul. O gol de Toni Kroos diante os suecos parecia ser uma retomada do futebol bávaro, mas a campanha do time treinado por Joaquim Low foi longe do esperado.

Já a Argentina, comandada por Jorge Sampaoli, caiu para a Franças nas oitavas de final e mostrou, mais uma vez, que a zona da Associação do Futebol Argentino (AFA) reflete nos resultados dentro de campo. Além disso, Lionel Messi colecionou mais uma decepção defendendo seu país e ficou aposentado da seleção nesse resto de ano.

Por fim, a Espanha foi o destaque antes da competição iniciar por decisões que podem ser consideradas amadoras dentro do futebol de alto nível. Dias antes da estreia da Fúria no Mundial, o técnico Julen Lopetegui acertou vinculo com o Real Madrid. O presidente da Federação Espanhola não aprovou a negociação, demitiu Lopetegui e, às pressas, deu o cargo para Fernando Hierro, diretor esportivo da seleção até então. A mudança não deu certo e os espanhóis foram eliminados nas oitavas de final ao perder na disputa de pênaltis para a anfitriã Rússia.

Cai cai

Se tem alguém que mudou sua imagem foi Neymar. O craque brasileiro sofreu muitas críticas e passou por um processo amadurecimento. Apesar disso, Tite sempre demonstrou plena confiança no jogador e ainda lhe deu a faixa de capitão após o Mundial. O camisa 10 do PSG precisa agora recuperar a boa forma e ser decisivo no futebol europeu para ser valorizado novamente.