STF derruba liminar e determina que goleiro Bruno volte para cadeia

Fernando Garcel


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por três votos a um, revogar a decisão que concedeu liberdade ao goleiro Bruno. Ele foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samúdio.

O goleiro Bruno estava solto desde o dia 24 de fevereiro e foi contratado pelo Boa Esporte Clube, de Varginha (MG).

Boa Esporte mantém Bruno e perde mais patrocinadores

De acordo com a decisão desta terça-feira (25), o ministro Alexandre de Moraes, relator do habeas corpus, destacou que o Tribunal do Júri da Comarca de Contagem, em Minas Gerais, analisou, julgou e aplicou a pena que achou devida e defendeu a soberania do veredito do júri popular. Ele destacou ainda que Bruno é réu confesso. “O caso era complexo, com uma série de recursos não só do Ministério Público, mas também da defesa”, concluiu Moraes, que que disse não ter identificado “inércia” do Poder Judiciário que justificasse a liminar.

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Membros da Primeira Turma, os ministros Luiz Fux e Rosa Weber acompanharam o entendimento do relator. Por outro lado, o ministro Marco Aurélio Mello votou a favor da liberdade de Bruno. “Li certa vez que há mais coragem em ser justo parecendo injusto, do que ser injusto para salvaguardar as aparências de Justiça”, declarou Mello.

Contratação do goleiro Bruno foi tensa

A contratação do atleta pelo Boa Esporte transformou a vida do clube. O time de Varginha (MG) perdeu vários patrocinadores e chegou a ter a página do clube hackeada por militantes que tentaram demonstrar o “repúdio” à contratação.

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O presidente do Boa, Rone Moraes da Costa foi ao Facebook do clube – também invadido por comentários e xingamentos – e defendeu a postura do Boa: “Até criminosos perigosos estão sob a lei”.

O Boa Esporte Clube lançou uma nota oficial em sua página no Facebook. No texto, assinado por Rone Moraes da Costa, presidente do clube mineiro, a equipe se defende das críticas.

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