Em meio a protestos, jogadores chilenos se negam a jogar amistoso

A Federação Chilena de Futebol anunciou nesta quarta-feira (13) que os jogadores da seleção local decidiram não disputar..

Folhapress - 13 de novembro de 2019, 20:59

SÃO PAULO, SP, 28.06.2019 - Colômbia, Chile - Vidal marca gol mas é anulado pelo VAR durante a partida entre Colômbia x Chile, realizada na Arena Corinthians, válida pelas quartas de final da Copa América 2019. - (Foto: Jales Valquer/FramePhoto/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 28.06.2019 - Colômbia, Chile - Vidal marca gol mas é anulado pelo VAR durante a partida entre Colômbia x Chile, realizada na Arena Corinthians, válida pelas quartas de final da Copa América 2019. - (Foto: Jales Valquer/FramePhoto/Folhapress)

A Federação Chilena de Futebol anunciou nesta quarta-feira (13) que os jogadores da seleção local decidiram não disputar o amistoso contra a seleção do Peru programado para ocorrer na próxima terça (19), em Lima, capital peruana.

Segundo comunicado da entidade, a decisão foi adotada pela equipe após uma reunião realizada na manhã desta quarta.

"O técnico da seleção, Reinaldo Rueda, liberou imediatamente todos os jogadores, que a partir de agora estarão disponíveis para seus respectivos clubes. A Federação Chilena de Futebol já comunicou a situação ao seu homólogo peruano", disse, em nota.

No dia anterior, o volante da seleção chilena Charles Aránguiz já havia pedido publicamente o cancelamento do amistoso devido à crise vivida pelo Chile.

"Há um ambiente difícil e minha opinião é que não deveria ser jogado, para respeitar o que está acontecendo no país", afirmou o jogador do Bayern Leverkusen.

Há quatro semanas, o Chile vive uma onda de protestos, alguns deles com finais violentos, incluindo mortes, saques e incêndios. Os atos começaram como crítica à alta da tarifa de metrô em Santiago, já revogada, e passaram a questionar a desigualdade social e o aumento do custo de vida no país.

Pelo menos 20 pessoas foram mortas até o momento, empresas sofreram bilhões de dólares em danos e o sistema de transporte público da capital chilena foi prejudicado –várias estações de metrô foram destruídas durante as manifestações.