Conheça os atletas paranaenses nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Pedro Melo e Vinicius Cordeiro


A delegação do Brasil está pronta para a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão. Entre os 302 atletas brasileiros, 13 são paranaenses: Ágatha (vôlei de praia), Alexsandro Melo (atletismo), Bruno Fuchs (futebol), Haniel Langaro (handebol), Haline Leme (rugby), Larissa Araújo (handebol), Natália (vôlei), Rafaela Zenallato (rugby), Roberta Ratzke (vôlei), Tábata Vitorino (atletismo), Tatiane da Silva (atletismo), Thiago Ponciano (handebol) e Vagner Souta (canoagem).

Duas atletas paranaenses já subiram ao pódio olímpico. A curitibana Ágatha Bedzarzuk levou a prata no vôlei de praia no Rio-2016 ao lado de Bárbara Seixas. Já a pontagrossense Natália Zilio ganhou o ouro no vôlei de quadra em Londres-2012.

O governo do Paraná divulgou a lista dos 35 representantes do Estado, a maior delegação da história (incluindo treinadores e atletas paralímpicos). “Sabemos da dedicação e do empenho dos nossos atletas durante esses quatro, cinco anos de preparação. Confiamos muito no talento dos paranaenses para que possam fazer muito bonito em Tóquio”, afirmou o governador Ratinho Júnior.

Confira abaixo todos os atletas paranaenses nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

ÁGATHA BEDZARCZUK – VÔLEI DE PRAIA

Ágatha vôlei de praia feminino Olimpíada Tóquio paranaenses
(Roberto Castro/ME)

Ágatha, de Curitiba e radicada em Paranaguá, viveu o sonho de conquistar a medalha olímpica no Rio de Janeiro. Em 2016, a paranaense ao lado de Bárbara Seixas foi para a final após eliminar na semifinal as americanas Walsh e Ross, mas perdeu na decisão para as alemãs Ludwig e Walkenhorst.

Em Tóquio, Ágatha jogará ao lado de Duda, que jogará a Olímpiada pela primeira vez. As duas chegam como uma das grandes favoritas ao ouro. Elas são as atuais campeãs brasileiras e conquistaram sete medalhas apenas nos últimos seis meses, sendo quatro em torneios internacionais.

“Meu desejo é conseguir colocar em prática tudo que eu venho trabalhando nesse momento, tanto nos treinos como nas competições. Quero sair de lá com a sensação de que eu consegui dar o meu máximo. Se vai vir uma medalha, vai ser consequência do que eu conseguir fazer lá. Para mim isso é o mais importante”, afirmou a paranaense.

HALINE LEME SCRATRUT – RUGBY SEVENS

Haline Scratut rugby sevens brasil
(Reprodução/Facebook)

Haline Scratrut, de Curitiba, foi bicampeã do Campeonato Brasileiro com o Curitiba Rugby em 2015 e 2016. Hoje, ela joga no Melini, de Mato Grosso. Pela seleção brasileira, a centro e pilar participou dos Jogos Olímpicos de 2016 e ganhou o ouro nos Jogos Sul-Americanos de 2018 e o bronze no Pan de 2015.

LARISSA ARAÚJO – HANDEBOL

Larissa Arruda Handebol
(Wander Roberto/COB)

Larissa Araújo, do handebol participa dos Jogos Olímpicos, pela primeira vez, mas já é destaque da seleção brasileira há alguns anos. A ponta esquerda foi destaque na campanha do ouro no Pan-Americano de 2019, em Lima, no Peru, e fez parte a equipe do Brasil nos últimos dois Mundiais em 2015 e 2019.

“Nada pode descrever esse sentimento! Simplesmente muito honrada e abençoada por poder viver esse momento”, escreveu Larissa no Instagram.

NATÁLIA ZILIO – VÔLEI

Natália Zilio vôlei feminino olimpíada tóquio paranaenses
(Divulgação/FIVB)

Natália, de Ponta Grossa, é a única paranaense que já conquistou a medalha de ouro em outra edição dos Jogos Olímpicos. A ponteira fez parte do time campeão em Londres-2012, logo após se recuperar de lesão na canela esquerda, e também disputou a Rio-2016, quando o Brasil caiu nas quartas de final para a campeã China.

A campeã olímpica tem passagens importantes pelas principais equipes do Brasil e do mundo e já confirmou que jogará a próxima temporada de clubes no Scandicci, da Itália. “Sempre disse que não poderia deixar de jogar voleibol sem ter jogado na Itália. Para mim, o Campeonato Italiano é um dos melhores do mundo”, disse a paranaense.

RAFAELA ZANELATTO – RUGBY SEVENS

Rafaela Zanelatto Rugby sevens Olimpíada Tóquio paranaenses
(Pedro Ramos/rededoesporte.gov.br)

Rafaela Zanelatto, de Curitiba, é um dos principais nomes da seleção brasileira de rugby feminino há alguns anos. A centro e pilar foi importante na conquista de títulos sul-americanos, no título do Pré-Olímpico em 2019, que garantiu a vaga em Tóquio. Ela joga atualmente no Curitiba Rugby, um dos principais clubes na modalidade.

“Só tenho a agradecer esse grupo incrível das Yaras que esteve tão presente nesse ciclo olímpico, agradecer muito a família por todo o apoio de sempre e todos meus amigos que me acompanham!”, comentou a jogadora de rugby.

ROBERTA RAZKE – VÔLEI

Roberta vôlei feminino Olimpíada Tóquio paranaenses
(Divulgação/CBV)

Roberta Ratzke, de Curitiba, terá a primeira oportunidade de disputar a Olimpíada. Em 2016, a levantadora fez parte da delegação do Brasil durante o ciclo olímpico, mas perdeu a vaga para Fabíola e Dani Lins. Agora, ela disputa posição com Macris para ajudar a seleção brasileira em busca do terceiro ouro.

“O vôlei me levou a realizar muitos sonhos. Estar numa edição dos Jogos Olímpicos será o maior deles. Obrigado, vôlei! Obrigado a todos que ajudaram e contribuíram em todos esses anos”, declarou Roberta, logo após a convocação do técnico José Roberto Guimarães.

Em sua carreira vitoriosa, Roberta conquistou seis títulos da Superliga, um Mundial de Clubes, além de mais de uma dezena de medalhas com o Brasil. Após os Jogos Olímpicos, a curitibana vai reforçar Radomka Radom, da Polônia.

TÁBATA VITORINO – ATLETISMO

Tábata Carvalho, de Maringá, garantiu a vaga de titular do Brasil em Tóquio na prova do 4×400 misto no atletismo. A paranaense tem a segunda melhor marca brasileira na prova dos 400 metros rasos, com 52s15. Além dela, Tiffani Marinho, Geisa Coutinho, Lucas Carvalho, Anderson Henriques e Pedro Burmann representam o país.

Em 2016, na Olimpíada, Tábata ficou na reserva da equipe brasileira no revezamento 4×400 metros feminino. Ela não fez parte do quarteto titular, a equipe não se classificou para a final, mas a paranaense esteve no Rio de Janeiro.

TATIANE DA SILVA – ATLETISMO

Tatiane Silva Londrina paranaenses Olimpíada
(Wagner Carmo/CBAt)

Tatiane da Silva, de Londrina, terá a primeira experiência em Jogos Olímpicos. A paranaense é a melhor atleta do Brasil na prova dos 3000 metros com obstáculo e ficou de fora do Rio-2016 por segundos. Agora, ela realiza o sonho de disputar a Olimpíada em Tóquio.

“É uma coisa que não tem nem muito como explicar. É uma emoção enorme. Aquele sonho que a gente tem desde criança. Passa um filme na cabeça, desde o primeiro dia que entrei numa pista de atletismo e hoje me tornando oficialmente uma atleta olímpica, para representar o meu país. É gratificante demais, a certeza de que todo esforço valeu muito a pena”, disse a atleta.

A classificação de Tatiane veio através do ranking mundial. Na última lista antes da convocação da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), a paranaense estava em 17º lugar, com 1230 pontos.

ALEXSANDRO MELO – SALTO TRIPLO E SALTO EM DISTÂNCIA

Alexsandro Melo Bolt Atletismo Olimpíada Tóquio Paranaenses
(Wagner Carmo/CBAt)

Alexsandro Melo, de Londrina, garantiu a classificação para Tóquio no salto triplo durante o Meeting de Sotteville, na França, com a marca de 17,20 m, em julho de 2019. A melhor marca da carreira de Bolt brasileiro, como é conhecido no meio atlético, foi 17,31 m, em Cochabamba, na Bolívia, em abril de 2019.

O paranaense também foi convocado para a disputa do salto em distância.

Bolt começou a praticar o atletismo aos 13 anos e uma cena em especial o chamou muita atenção: a emoção de Mauren Maggi após a conquista da medalha de ouro no salto em distância e o abraço no técnico Nélio Moura, irmão de Neilton Moura, hoje técnico do paranaense.

BRUNO FUCHS – FUTEBOL

Bruno Fuchs futebol seleção brasileira
(Lucas Figueiredo/CBF)

Bruno Fuchs, de Ponta Grossa, é um dos 22 jogadores convocados pelo técnico André Jardine que buscam a segunda medalha de ouro para o futebol masculino. Porém, o zagueiro do CSKA Moscou não joga desde 30 de agosto de 2020. Ele sofreu duas lesões no quadríceps da perna direita e passou por cirurgia no final do ano passado.

Mesmo com o longo tempo sem jogar, Bruno Fuchs é um nome de confiança da comissão técnica do Brasil. O zagueiro participou do Pré-Olímpico, em janeiro de 2020, e da campanha do título do Torneio de Toulon, na França, em 2019.

“É um sentimento inexplicável, a realização de um sonho que vai virando realidade!! Obrigado a todos!! Vamos em busca do ouro pro Brasil”, postou o zagueiro, no dia da convocação.

HANIEL LANGARO – HANDEBOL

Haniel Langaro handebol paranaenses Olimpíada Tóquio
(Divulgação/IHF)

Haniel Langaro, de Umuarama, é um dos principais nomes do handebol brasileiro masculino. Aos 26 anos, o ala esquerdo foi destaque na melhor do campanha do Brasil no Mundial de 2019, quando terminou na nona colocação. Ele também fez parte do time que disputou a Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016.

“Ainda sem palavras pra descrever esse momento! 5 anos de muito trabalho, dedicação e sacrifício que valeram a pena! Feliz demais de mais uma vez poder defender e representar meu país em uma OLIMPÍADAS!”, postou o paranaense, em sua conta no Twitter, no dia da convocação.

Em relação à clubes, Haniel foi finalista ao prêmio de atleta revelação da Champions League de 2017. Hoje, é jogador do Barcelona.

THIAGO PONCIANO – HANDEBOL

Thiago Ponciano handebol seleção brasileira
(Divulgação/Jogos Sul-Americanos)

Thiago Ponciano, de Foz do Iguaçu, participa da Olimpíada pela primeira vez, mas já tem um vasto currículo na seleção brasileira de handebol. O ponta-esquerda fez parte do time do Brasil em todo o ciclo olímpico, com o ouro nos Jogos Sul-Americanos de 2018 e o bronze no Pan de 2019.

“Não há palavras para este momento depois de tantos anos de trabalho árduo. Hoje finalmente se torna realidade !! Convocado para as Olimpíadas”, postou o paranaense, quando foi oficialmente convocado no último dia 12.

VAGNER SOUTA – CANOAGEM EM VELOCIDADE

Vagner Souta canoagem paranaenses Olimpíada
(Flávio Florido/Lima 2019)

Vagner Souta, de Cascavel, vai disputar a prova K1 1000 metros da canoagem em velocidade, prova em que levou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2019. É a segunda participação do paranaense em Olimpíada – em 2016, ele herdou uma vaga após a Federação Internacional suspender Belarus e Romênia por um ano devido ao mau uso do controle antidoping.

A vaga para Tóquio veio apenas em abril deste ano, após o cancelamento do Pré-Olímpico continental por conta da pandemia da Covid-19. A Federação Internacional distribuiu as vagas através dos resultados no Mundial de 2019. Vagner Souta caiu ainda nas Eliminatórias, mas fez a melhor marca entre os atletas das Américas.

“É um significado muito grande na minha carreira ir mais uma vez para os Jogos Olímpicos, estou muito contente, tenho trabalhado bastante me preparando para esse momento. Eu estou bem confiante, quero trazer bons frutos com o nosso desempenho quero representar bem a Canoagem Brasileira”, projetou o paranaense.

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