Justiça amplia cerco e Arena do Athletico pode ir a leilão

Redação


O reinado do empresário Mario Celso Petraglia, que soma em seu currículo uma extensa lista de processos em tribunais paranaenses e federais, está com os dias contados. Pelo menos na sua maior fonte de renda pessoal, o clube de futebol Athletico Paranaense. O estádio, de cuja fonte ampliou sua fortuna, poderá ir a leilão.

Está nas mãos do juiz Guilherme de Paula Rezende, da 4ª Vara de Fazenda Pública de Curitiba, o processo para decidir se aceita pedido de produção antecipada de provas por parte do clube que insiste em comprovar que os gastos com a reforma do estádio foram maiores dos R$ 184,6 milhões acordados no aditivo do convênio firmado com os governos estadual e municipal, visando dividir também os R$ 291 milhões emprestados pela Fomento Paraná para a conclusão da obra.

O enrosco, que pode colocar Petraglia em situação complicada, está no Ministério Público do Estado que é contrário as alegações da CAP S/A, empresa criada para reformar o estádio Joaquim Américo à Copa do Mundo de 2014. Segundo o MPPR, os poderes públicos não poderiam celebrar acordos sem cumprimento de premissas legais.

Dessa forma, se o juiz negar a produção de provas, o Estádio Joaquim Américo poderá entrar novamente na pauta de leilão, já que existem, também, três processos de execução na Justiça da Paraná Fomento contra a empresa criada por Mario Celso Petraglia, que deu o estádio em garantia de empréstimos.

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