Justiça dos EUA condena Marín e determina prisão imediata

Roger Pereira


O júri da Corte do Brooklyn em Nova York (EUA) condenou, nesta sexta-feira, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin por seis dos sete crimes de que foi acusado: conspiração para organização criminosa, fraude financeira nas Copas América, Libertadores e do Brasil e lavagem de dinheiro nas Copas América e Libertadores. Sua pena máxima, que será definida em janeiro, pode chegar a 120 anos de prisão, mas a juíza Pamela Chen já determinou a prisão imediata do cartola.

O dirigente foi inocentado apenas na acusação referente a sua atuação nos bastidores de negócios de direitos de transmissão da Copa do Brasil. Os advogados de Marin tentaram evitar a prisão usando como justificativa a idade avançada (85 anos) e as condições de saúde do ex-presidente da CBF. De acordo com a defesa, Marin faz tratamento para hipertensão e depressão, mas não convenceram a juíza.

O julgamento de Marin ocorre conjuntamente ao de Juan Ángel Napout, expresidente da Conmebol, e Manuel Burga, ex-presidente da Federação Peruana de Futebol, mas diversos outros dirigentes esportivos foram citados – inclusive Ricardo Teixeira, antecessor de Marin no comando da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual ocupante do cargo máximo da entidade, que não foi julgado nos Estados Unidos porque o Brasil não extradita seus cidadãos. Nesta sexta-feira, o júri também recomendou a culpa de Napout em três das cinco acusações em que estava envolvido: conspiração para organização criminosa, fraude financeira nas Copas América e Libertadores. No entanto, o júri ainda não chegou a uma decisão final sobre Burga.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal