Justiça nega soltura de jovens suspeitos de participação na morte do jogador Daniel

Francielly Azevedo


O desembargador Paulo Edison de Macedo Pacheco, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), negou o pedido de habeas corpus da defesa dos jovens David Vollero e Ygor King, acusados de participação na morte do jogador Daniel Corrêa de Freitas, de 24 anos. O crime aconteceu no dia 27 de outubro. Sete pessoas são rés no processo que investiga a morte do atleta.

A defesa alega no pedido que a prisão preventiva dos dois “não preenche os requisitos e pressupostos estabelecidos no art. 312, do Código de Processo Penal, argumentando que não há indícios de sua participação no delito de homicídio qualificado”. Os advogados também sustentam que os jovens atuaram “somente com a prática do delito de lesão corporal contra a vítima, em represália ao suposto abuso que ela teria cometido contra a esposa do corréu Edison”.

Os dois jovens estão entre os cinco denunciados pela morte do jogador. Segundo a denúncia do Ministério Público, Ygor, David, Edison Brittes Júnior, Cristiana Brittes e Eduardo da Silva participaram do homicídio.

Na decisão, o desembargador relembrou os fatos do caso, como a ocultação de cadáver e a limpeza dos vestígios de sngue, para negar os habeas corpus.  Segundo Pachedo, “a custódia cautelar é necessária nesse momento para conveniência da instrução criminal”, já que os dois poderiam eventualmente interferir na produção de provas.

O Paraná Portal tenta contato com a defesa de Ygor King e David Vollero, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.

O CASO

Daniel Corrêa de Freitas, de 24 anos, foi morto degolado e teve o órgão sexual decepado, na Colônia Mergulhão, área rural de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O crime aconteceu no dia 27 de outubro.

Sete pessoas são rés no processo por envolvimento na morte de Daniel: Edison Brittes, Cristiana Brittes, Allana Brites, Ygor King, David Vollero, Eduardo da Silva e Evellyn Perusso.

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de 18 anos de Allana Brittes, no dia 26 de outubro, em uma casa noturna, no bairro Batel, em Curitiba. A comemoração se estendeu até a casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp. Na casa, ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

O comerciante Edison Brittes, de 38 anos, confessou ter assassinado o jogador, porque Daniel teria tentado estuprar a esposa Cristiana Brittes.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.