Major foi o primeiro a carregar a Tocha Olímpica em Salvador

Redação


Antes da Tocha Olímpica chegar ao Pelourinho, para começar o circuito em Salvador (BA), no dia 24 de maio, o major da Polícia Militar da Bahia, Valdir Humberto de Campos, 64 anos, teve e agarrou a grande chance que lhe surgiu à frente. Ele, que está em Curitiba fazendo turismo, contou ao portal como foi essa façanha, a de ser o primeiro atleta a levar a tocha olímpica em Salvador.

Valdir, que também é maratonista e é figura presente nas principais corridas de ruas pelo país, tinha o sonho de carregar a tocha olímpica. “Assim como milhões de brasileiros eu também queria levar, ainda que por alguns metros, a tocha dos nossos Jogos, me inscrevi, mandei vídeos, fiz todas as inscrições possíveis, mas nada disso deu certo”, disse.

Foi quando terminava seu treino às 8h55, na Vila Militar de Salvador, que a sorte mudou. Um grupo do Comitê Olímpico que estava no local, se preparava para entrar na van que os transportaria até o centro da cidade quando Valdir entrou em cena.

“Cheguei perto deles, falei que era corredor, que eu estava treinando e gostaria de fazer uma foto com a tocha, no que concordaram, então fui correndo à minha casa, que era perto dali, peguei uma câmera e voltei”, contou.

Segundo ele, o grupo já se preparava para sair, quando desceu da van e lhe entregou a tocha. “Mal acreditava naquilo, era um momento único que estava vivendo; pedi para fazerem uma foto e ainda puder correr alguns metros com a tocha”, afirmou.

Valdir critica, porém, o excesso de “celebridades” que vai carregar o símbolo dos Jogos. “Tem muita gente que não tem a ver com o esporte, mas isso são eles que decidem”, disse. Em sua opinião, Vanderlei Cordeiro, o maratonista que teve o incidente com o padre irlandês nas Olimpíadas de Atenas, deveria ser o primeiro e receber o símbolo no país. “Por tudo que ele fez e ainda tem feito pelo esporte”, concluiu.

Reprodução
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