Melhor defesa da Copa, Brasil chega a 310 minutos sem tomar gols

Roger Pereira


O gol de Zuber, a 5 minutos do segundo tempo da estreia do Brasil na Copa, contra a Suíça, foi a única vez que a defesa brasileira foi vazada neste mundial (e ainda com muita reclamação da arbitragem, já que Miranda foi empurrado pelo jogador suíço). Com esse desempenho, a seleção brasileira tem, ao lado do Uruguai, a melhor defesa da Copa, com apenas um gol sofrido em quatro partidas. Desde o gol de Zuber, sem contar os acréscimos, foram 310 minutos sem que a meta de Alison fosse vazada. A defesa consistente tem dado segurança para a seleção Brasileira não se desesperar no ataque e chegar aos gols no momento certo, mesmo que seja só no segundo tempo, ou apenas nos acréscimos, como contra a Costa Rica.

Nesta segunda-feira, mais uma vez, o sistema defensivo funcionou muito bem, sendo um dos pontos altos do Brasil no confronto contra o México. Os primeiros 20 minutos de partida foram de pressão mexicana, com controle quase que total da posse de bola e criação de jogadas. No entanto, Alison só tocou uma vez na bola, afastando um cruzamento, as demais jogadas mexicanas ficaram na marcação brasileira, com muitos chutes bloqueados por Thiago Silva, Miranda ou mesmo Casemiro. “Não é de hoje que a nossa seleção toma poucos gols. Temos grandes jogadores lá atrás, que nos dão muita tranquilidade para tentar de tudo no ataque, pois sabemos que, se fizermos um gol, temos grandes chances de vencer a partida, porque é muito difícil fazer gol na gente”, disse Neymar, ao deixar o gramado.

O ataque do Brasil não vem mal: com sete gols, o ataque do Brasil é quinto mais positivo, embora seja o primeiro em número de chances criadas, de finalizações e de chutes na direção do gol.  Mas é a defesa o grande destaque. Em quatro jogos, a seleção só permitiu 33 finalizações aos adversários. Destas, apenas 11 na direção do gol de Alison. Na partida contra a Costa Rica, por exemplo, o goleiro brasileiro não tocou na bola. Foram apenas quatro chutes, nenhum na direção do gol. O jogo desta segunda-feira foi o que o adversário mais finalizou contra o gol brasileiro (13 vezes). Mesmo assim, foram apenas quatro bolas na direção do gol e nada menos que oito chutes foram bloqueados pela zaga brasileira.

 

 

Previous ArticleNext Article
Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal