Mesmo sem experiência, Pereira se diz preparado para nova função no Coritiba

Roger Pereira


Recém-contratado pelo Coritiba para assumir a gerência de futebol do clube, o ex-zagueiro Pereira se diz preparado para assumir o desafio, em sua primeira experiência na nova função. Identificado com o time, ele chega ao Coxa, na fase de reestruturação do clube após o rebaixamento à Série B e a eleição de uma nova diretoria, para ser o elo entre o elenco e os gestores alvi-verdes.

“De uma forma resumida é fazer essa ponte entre diretoria e o Departamento de Futebol, estar observando e fazendo o elo entre a categoria de base e a equipe principal, mostrando a cultura do Coritiba, apresentando o clube para os recém contratados, e cuidar do dia a dia do vestiário para que nós tenhamos um ambiente saudável”, explicou  Pereira, em entrevista ao site oficial do Coritiba.

Pereira contou que logo que parou de jogar futebol profissionalmente já recebeu propostas para atuar em cargos administrativos, mas sentiu que não era o momento, que precisava se preparar para a função. “Realmente houve alguns convites, mas eu entendi que não era o momento. Era um ciclo que estava se encerrando, muito difícil. Creio que para todo jogador de futebol esse momento de parar é difícil. Eu precisava passar por esse estágio, estar muito bem resolvido, para que aí sim, eu buscasse alguma qualificação para buscar novos desafios e alguma função. Eu creio que hoje o momento é diferente e quando apareceu o convite do Coritiba, para mim não é um convite, é uma convocação. De pronto eu aceitei e creio que estou pronto para assumir esse desafio”, disse.

 

O ex-jogador disse que sua identificação com o clube pesou na decisão. “É um sentimento muito bom por tudo o que passamos dentro do clube. Isso fez com que eu criasse uma identidade, um sentimento. Passei a ver o clube como torcedor. E sempre houve esse desejo da minha parte e eu estou muito feliz com o retorno”. Pereira acredita que foi lembrado para a função por conta da liderança que exercia em campo, como capitão alvi-verde. “Eu acredito que foram essas características que me credenciaram a ser convidado. Não tem como mudar, isso é peculiar, com o tempo você acaba aperfeiçoando. E o conhecimento empírico, por que isso é fundamental. Até por ter vivido essa situação do clube em 2010, você tem como falar com propriedade todos os processos que nós passaremos, disse. “De certa forma, indiretamente, eu já fazia isso. Normalmente eu era o representante do grupo perante a diretoria, então eu tentava fazer essa comunicação que é muito importante e não pode falhar. Tem que ter esse feedback. Você tem que entender um lado e o outro. Você tem saber passar e levar as informações, tem que filtrar algumas coisas. Eu creio que aí que está o segredo do fluir de toda a engrenagem”, concluiu.

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Repórter do Paraná Portal
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