Moto GP volta a ser disputado na América do Sul

O Grande Prêmio de Termas de Rio Hondo, na província de Santiago del Estero, na Argentina, marca a volta do Mundial de Motovelocidade para a América do Sul.

Redação - 21 de fevereiro de 2022, 18:57

(Divulgação/Inprotur)
(Divulgação/Inprotur)

A velocidade está de volta – e os fãs brasileiros já tem encontro marcado com ela. O campeonato Mundial de Motovelocidade (Moto GP), a categoria máxima do motociclismo, equivalente à Fórmula 1 sobre duas rodas, voltará a ter uma prova na América do Sul com o Grande Prêmio de Termas de Rio Hondo, na província de Santiago del Estero, na Argentina, entre 1 e 3 de abril.

A única etapa da competição a marcar presença no continente havia tido suas provas interrompidas em 2020 e 2021 por causa da pandemia. Mas agora, com a maioria da população argentina vacinada, elas estão sendo retomadas, com os devidos protocolos de segurança.

A prova atrai mais de 20 mil fanáticos por motovelocidade de todos os países da América do Sul. Mas os brasileiros, que representam 51% dos visitantes, são conhecidos porque muitos preferem viajar eles próprios de moto, vindo principalmente dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Há motoqueiros que fazem trajetos de até 4.000 quilômetros para assistir o GP. Fazem isso porque a viagem em si é uma atração.

“A região tem oportunidades para turismo que encantam os visitantes, e viajar pelos arredores é uma experiência única em cores e sabores", explica o governador de Santiago del Estero, Geraldo Zamora.

A cidade de Termas de Rio Hondo sedia o maior spa termal da América Latina, além de cassinos, a reserva natural de Tara Inti e o Museo del Automóvil, que entre suas peças inclui desde carros lendários como do pioneiro Valentino Rossi até máquinas de Fórmula 1 – além, evidentemente, de muitas motos. Mas, ao pegar a estrada saindo do Brasil, os motoqueiros também aproveitam para visitar atrações de estados vizinhos, como as vinícolas de Salta, as montanhas coloridas de Jujuy, as ruínas e paisagens de Tafí del Valle, em Tucumán, e os vulcões de Catamarca – sem falar das atrações gastronômicas ao longo de todo o caminho.

“Mais que movimentação esportiva e econômica, o mundial de moto GP é a união de mais de 10 países em um evento que celebra a vida em duas rodas”, festeja o Secretário Executivo do Inprotur, Ricardo Sosa. 

Nesta segunda-feira, 21 de fevereiro, o governador de Santiago del Estero, Gerardo Zamora, esteve em Curitiba com o subsecretário de Turismo, Nelson Bravo, em companhia do Secretário Executivo do Inprotur, Ricardo Sosa, e do embaixador argentino, Daniel Scioli, para um evento com representantes do trade turístico.

“Viemos compartilhar, além do GP, nossa cultura, nossa historia e toda sorte de atividades que os brasileiros podem desfrutar”, explicou Nelson Bravo. O conjunto das cidades de Termas de Rio Hondo, Santiago del Estero e Tucumán concentra uma das maiores capacidades hoteleiras da Argentina, com opções variam de hotéis de luxo e spas até campings.

Curitiba é a cidade que mais envia espectadores para a prova de motovelocidade. A maioria dos motoqueiros faz uma pausa no meio do caminho na província de Misiones, onde fica o lado argentino das Cataratas do Iguaçu.

Para quem prefere ir de avião, o diretor comercial da Aerolineas Argentinas no Brasil, Ivan Blanco Cadahaia, explicou que haverá reforço nas linhas regionais que ligam Buenos Aires a Termas de Rio Hondo durante o período antes e depois do Moto GP.