Nos pênaltis, Rússia elimina Espanha e avança às oitavas

A Rússia fez história. Jogando o que classificou como "jogo da vida", a seleção do país anfitrião da Copa do Mundo elimi..

Roger Pereira - 01 de julho de 2018, 13:47

Foto de Rodolfo Buhrer / La Imagem
Foto de Rodolfo Buhrer / La Imagem

A Rússia fez história. Jogando o que classificou como "jogo da vida", a seleção do país anfitrião da Copa do Mundo eliminou a poderosa Espanha, nos pênaltis e classificou-se para as quartas de final da Copa. O time russo não teve vergonha de segurar o empate nos 120 minutos e contou com a estrela do goleiro Akinfeev, que defendeu duas cobranças de pênaltis na decisão, dando a vitória para a Rússia por 4 a 3.

As oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia têm sido emocionante. Se, no sábado, dois jogaços definiram a classificação de França e Uruguai, neste domingo, Espanha e Rússia fizeram um jogo ruim, mas, nem por isso, menos emocionante, já que, pela primeira vez nesta Copa, a vaga para as quartas de final foi decidida nos pênaltis. Depois de um empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, a vaga foi decidida nos pênaltis

O jogo se desenhou como previsto: com a Espanha tomando conta da posse de bola, mas encontrando muita dificuldade em penetrar a defesa russa, que, durante grande parte do jogo, limitou-se a apenas marcar e não teve vergonha de dar chutões. Depois de duas partidas eletrizantes no sábado, Espanha e Rússia fizeram um jogo sonolento, nesta terceira partida das oitavas.

A Espanha terminou os 90 minutos com 75% de posse de bola e quase mil passes trocados, contra pouco mais de 200 dos russos. Mas como futebol é bola na rede, cada equipe "achou" um gol e a partida terminou empatada em 1 a 1, proporcionando a primeira prorrogação do mundial.

Favorita, a Espanha não demorou a abrir o placar, o que poderia indicar uma vitória tranquila para os campeões de 2010. Em escanteio cobrado na área, Sergio Ramos disputou a bola com Ignashevich, que acabou fazendo contra, aos 11 minutos. Mas ao invés de buscar matar o jogo, a Espanha limitou-se a controlá-lo, tocava a bola sem objetividade no meio de campo, mas não corria riscos, pois a Rússia sequer conseguia ter a posse de bola.

No entanto, aos 40 minutos, em bola levantada na área Dzyuba disputou com Piqué. O zagueiro espanhol ergueu os braços e desviou com a mão a cabeçada do russo. Pênalti que o próprio Dzyuba bateu para marcar.

Aos 45 minutos do segundo tempo apenas passaram, sem nada de muito efetivo acontecer. A Espanha tocava a bola e não finalizava. A Rússia, não fazia nada: fechadíssima, assitia pacientemente as trocas de passes sem resultado efetivo dos espanhois. Assim, a partida foi para a prorrogação.

com Rodrigo no lugar de Asensio, a Espanha foi mais aguda durante os minutos de tempo extra, mas parou na defesa e no goleiro russos. E a partida foi para os pênaltis.

Nas cobranças, brilhou Akinfeev. O goleiro russo defendeu as cobrança de Koke e Aspas, os russos converteram os quatro pênaltis que cobraram e garantiram vaga nas quartas de final.

Com a eliminação da Espanha, a Copa já não conta com seus três últimos campeões. A campeã de 2014, Alemanha, caiu na primeira fase, a Espanha, campeã de 2010, cai nas oitavas, e a campeã de 2006, Itália, sequer se classificou para o mundial.