O curioso caso do desaparecimento de Marcelo Cabo

Por Leopoldo ScreminO caso que parecia estar elucidado ficou ainda mais estranho após a polícia encontrar Marcelo..

Redação - 17 de janeiro de 2017, 13:36

Por Leopoldo Scremin

O caso que parecia estar elucidado ficou ainda mais estranho após a polícia encontrar Marcelo Cabo nas proximidades e um motel em Aparecida de Goiânia. Depois de quase 40 horas desaparecido em um caso estranho que passou do status de latrocínio para extorsão, terminou com a afirmação do tenente-coronel Ricardo Rocha, da Polícia Militar (PM-GO), de que não houve crime.

Rocha não quis esclarecer se o técnico estava acompanhado ou sob o efeito de drogas – lícitas ou ilícitas – e o próprio Marcelo e a diretoria da equipe vão prestar esclarecimentos em uma entrevista coletiva na tarde de hoje (17).

“O técnico Marcelo Cabo foi encontrado próximo de um motel. Agora, os detalhes são de foro íntimo, vão ficar a cargo dele esclarecer tudo. O motorista do táxi foi essencial para acharmos o paradeiro do treinador”, disse o tenente-coronel. “A Polícia Civil foi acionada, e o trabalho foi feito sem problemas. Localizado normal, passa bem, sem nenhum problema, não temos essa informação de detalhes”.

Mas depois de mobilizar o Brasil com o assunto que passou de suspeita de latrocínio à uma simples “farra” de final de semana, Marcelo Cabo pode perder seu emprego. O diretor de futebol Adson Batista deu entrevista a uma rede de tevê no final da manhã deixando claro que o futuro do treinador com a equipe será discutido em uma reunião, e que até final da tarde de hoje ambos devem prestar esclarecimentos à torcida.

“Vamos ter uma reunião para definir essa situação”, disse batista na entrevista. ”O Atlético-GO não vai expor ninguém. Ainda mais se tratando de uma pessoa especial. O Marcelo Cabo nos ajudou bastante. É claro que tem uma série de questões, como a imagem do clube, e também o comando com o grupo de jogadores. O treinador precisa ser um exemplo. Mas vamos esperar para tomar qualquer decisão”.

Entenda o caso:

Marcelo Cabo, de 50 anos, havia comandado a equipe durante um jogo-treino contra o Gama, do Distrito Federal na tarde de sábado, e após a partida se despediu dos auxiliares dizendo que iria para casa. Porém, o treinador só chegou a seu apartamento às 2h30 da madrugada, deixando o local meia hora depois e desaparecendo por 36 horas.

A equipe apurou o sumiço e depois de procura-lo em hospitais e até mesmo no IML foi até a polícia comunicar o desaparecimento, virando o grande assunto da tarde de segunda-feira. As suspeitas de homicídio e latrocínio foram descartadas quando Marcelo apareceu em um taxi e entrou em seu apartamento próximo das 16 horas, deixando novamente o local após alguns minutos lá dentro e voltando a ter seu paradeiro desconhecido.

Com a placa do táxi a polícia encontrou Marcelo Cabo em Aparecida de Goiânia, próximo a BR-153 em uma região famosa pela vasta quantidade de motéis, por volta das 20 horas. A polícia entregou Marcelo aos diretores do clube onde foi constatado que o treinador não tem nenhuma lesão causada por agressão física.