Opinião: o título da Copa América foi o respiro de Tite

Vinicius Cordeiro

tite

A nona conquista do Brasil em Copa América serviu para algumas coisas. A primeira delas, em uma visão macro, foi para aproximar da seleção canarinho aos rivais Uruguai (15) e Argentina (14) no número de taças. A segunda foi que Tite ganhou alívio.

Ele sofreu com o revés para a Bélgica. Se Everton virou o xodó da torcida e Gabriel Jesus teve sua ressurreição, o treinador de 58 anos segue vivendo com pressão. Tite foi vaiado por boa parte dos públicos ao longo dos jogos.

Ele não só carrega a pressão de comandar a seleção mais vezes campeã mundial, mas tem que justificar suas escolhas e o porquê que a amarelinha não mostra todo seu potencial dentro de campo. O troféu ameniza tudo isso e dá o respiro necessário para seguir.

Neste ano, serão apenas seis mais amistosos. Dois deles, nos dias 6 e 10 setembro, nos Estados Unidos, estão confirmados: Colômbia e Peru. Em 2020, começam as Eliminatórias, além da próxima edição da Copa América.

RENOVAÇÃO?

Daqui para frente, muito se fala em renovação. Dos 23 convocados da Copa do Mundo da Rússia por Tite, oito foram ausência nesta Copa América: Danilo, Marcelo, Pedro Geromel, Fred, Renato Augusto, Paulinho, Douglas Costa e Taison. Ou seja, quase 30% do grupo mudou.

Dos campeões na Copa América, dar para apostar em 14 remanescentes para 2022: Alisson, Ederson, Daniel Alves, Eder Militão, Marquinhos, Alex Sandro, Casemiro, Arthur, Lucas Paquetá, Coutinho, Richarlison, David Neres, Everton e Neymar. Esses só saem se tiverem quedas em seus rendimentos, assim como foi com Marcelo em sua última temporada pelo Real Madrid.

Thiago Silva, Filipe Luís, Willian e Roberto Firmino vão ter que mostrar muito serviço para continuar.

PROMESSAS

O problema (para Tite) é a fartura de bons jogadores. Nenhum outro país no mundo revela tantos jogadores de alto nível.

Na lateral esquerda, Alex Telles, Guilherme Arana e principalmente Renan Lodi têm amplas condições de defenderem a amarelinha. O novo lateral do Atlético de Madrid tem muito a evoluir, ainda mais sob o comando de Diego Simeone.

No ataque, são três principais promessas: Vinicius Junior, Rodrygo e Pedro.

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