Conheça os 22 atletas paranaenses nas Paralimpíadas de Tóquio

A delegação do Brasil já está em Tóquio para a disputa das Paralimpíadas, que começam nesta terça-feira (24). Dos 259 re..

Pedro Melo - 23 de agosto de 2021, 18:38

(Divulgação/CPB)
(Divulgação/CPB)

A delegação do Brasil já está em Tóquio para a disputa das Paralimpíadas, que começam nesta terça-feira (24). Dos 259 representantes, entre paratletas, guias, goleiros, calheiros e timoneiros, 22 deles são paranaenses e vão em busca de medalhas em nove modalidades.

Os atletas paranaenses nos Jogos Paralímpicos em Tóquio são Flávio Reitz (atletismo), Lorena Spoladore (atletismo), Cleiton Abrão (atleta-guia), Laércio Martins (atleta-guia), Eliseu dos Santos (bocha), Marcelo dos Santos (bocha), Giovane Vieira (canoagem), Mari Santilli (canoagem), Jady Malavazzi (ciclismo), Carminha Oliveira (esgrima em cadeira de rodas), Tiago da Silva (futebol de 5), Beatriz Carneiro (natação), Débora Carneiro (natação), Bruno Becker (natação), Eric Tobera (natação), Vitor Tavares (parabadminton), Andrey Muniz de Castro (tiro com arco), Ronan Cordeiro (triatlo), Edwarda Dias (vôlei sentado), Anderson Rodrigues (vôlei sentado), Alex Witkovski (vôlei sentado) e Daniel Jorge da Silva (vôlei sentado).

*Atualizado - Vinícius Rodrigues, do atletismo, morou em Maringá, mas nasceu no interior de São Paulo.

O Paraná ainda teria mais um atleta nas Paralimpíadas, mas o mesa-tenista Welder Knaf, da classe 3, foi suspenso provisoriamente pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Ele foi comunicado da decisão em Tóquio na última quinta-feira (19) e já retornou para o Brasil.

Conheça a história e os principais resultados dos atletas paranaenses nas Paralimpíadas de Tóquio.

FLÁVIO REITZ - ATLETISMO

Flávio Reitz salto em altura Paralimpíadas (Washington Alves/COB)

Flávio Reitz, de Francisco Beltrão, descobriu um tumor no fêmur da perna esquerda ainda aos 15 anos e precisou amputar. Ele entrou no esporte paralímpico em 2008 no handebol de cadeira de rodas e conheceu o atletismo no ano seguinte. O paranaense começou a participar das provas de salto de altura após assistir um vídeo do Comitê Paralímpico do Brasil (CPB) e compete na classe T42 (deficiência nos membros inferiores sem a utilização de prótese).

Reitz é dono do recorde brasileiro no salto em altura e conquistou a medalha de prata nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015.

LORENA SPOLADORE - ATLETISMO

Lorena Spoladore atletismo jogos paralímpicos (Marcelo Regua/MPIX/CPB)

Lorena Spoladore, de Maringá, perdeu a visão gradativamente por conta de um glaucoma congênito ainda nos primeiros dias de vida. Ela se mudou com a família para Goiânia para buscar tratamento, mas ficou completamente cega aos seis anos. A atleta participa das provas de atletismo na classe T11 (deficiência visual).

Na carreira, a paranaense foi medalha de prata no revezamento 4x100 metros e bronze no salto de distância nas Paralimpíadas do Rio-2016. Ela ainda foi ouro no salto em distância no Mundial de 2013 e prata no Mundial de 2015.

CLEITON ABRÃO - ATLETISMO

Cleiton-Abrão (Washington Alves/COB)Laércio Martins atleta guia paranaense Olimpíadas Tóquio (Márcio Rodrigues/Mpix/CPB)Eliseu dos Santos bocha paranaense Jogos Paralímpicos (Leandro Martins/CPB/Mpix)

Eliseu dos Santos, de Telêmaco Borba, perdeu gradativamente os movimentos dos membros superiores por conta de distrofia muscular. O paranaense começou na bocha aos 29 anos e hoje é um dos maiores nomes do Brasil na modalidade. Ele compete na classe BC4 (deficiências severas, mas que não recebem assistência).

Rocha é bicampeão olímpico nos pares em Pequim-2008 e Londres-2012, além de medalha de prata nos pares na Rio-2016 e de bronze no individual em Londres-2012. Ele ainda foi ouro no individual e nos pares no ParaPan de 2019.

MARCELO DOS SANTOS - BOCHA

Marcelo dos Santos bocha Paralimpíadas (Fernando Frazão/Agência Brasil)Giovane Vieira de Paula paracanoagem Tóquio (Arquivo pessoal)

Giovane Vieira de Paula, de Apucarana, teve que amputar a perna esquerda, acima do joelho, após acidente de trem aos 11 anos. Ele iniciou a canoagem cinco anos depois através do ex-marido de sua mãe adotiva.

Na carreira na canoagem, o paranaense ganhou o ouro no Sul-Americano de 2018, na Argentina, e no Pan-Americano da modalidade de 2017, no Equador. Ele compete na classe VL3 (destinada aos atletas que usam a embarcação Va'a - conhecida também como canoa havaiana).

MARI SANTILLI - CANOAGEM

Mari Santilli Paracanoagem Jogos Paralímpicos Tóquio (Levy Ferreira/SMCS)Jady Malavazzi ciclismo Tóquio (Divulgação/CPB)Carminha Oliveira esgrima paralimpíadas (Divulgação)Tiago Silva Fut 5 Jogos Paralímpicos (Marcio Rodrigues/MPIX/CPB)Beatriz-carneiro-débora-carneiro-natação-tóquio Paralimpíadas (Divulgação)

Beatriz e Débora Carneiro, de Maringá, são irmãs gêmeas e participam das Paralimpíadas pela primeira vez. Beatriz Carneiro foi diagnosticada aos seis anos com deficiência intelectual. Começou na natação por hobby e competiu pela primeira vez aos 12 anos. Ela participou do primeiro torneio internacional em 2017, no México.

As principais conquistas da paranaense são o ouro nos 200m medley, prata nos 100m peito e bronze nos 200m livre no Parapan de 2019. No Mundial de 2017, ela ganhou a medalha de prata nos 100m peito. E em Tóquio, a maringaense compete nos 100m peito e 200m medley na classe S14 (dedicada a atletas com deficiência intelectual).

Já Débora Carneiro nasceu com deficiência intelectual de grau moderado. Ela começou na natação em 2013, quando tinha 14 anos, e participou da primeira competição internacional em 2017, no Mundial do México. É irmã gêmea da também nadadora Beatriz Carneiro.

A maringaense foi ouro nos 100m peito e prata nos 100m medley no Parapan de 2019 e bronze nos 100m peito no Mundial de 2019. Em Tóquio, a nadadora vai participar nos 100m peito na classe SB14 e 200m medley na S14.

BRUNO BECKER - NATAÇÃO

Bruno Becker natação Paralimpíadas (Saulo Cruz/EXEMPLUS/CPB)

Bruno Becker, de Curitiba, nasceu com focomelia (anomalia congênita que impede a formação normal de braços e pernas). Após a morte do irmão mais novo por afogamento, ele entrou para a natação.

O curitibano é o recordistas das Américas e mundial nos 50m borboleta; ganhou três medalhas de bronze - 50m livre, 100m livre e 200m livre no Parapan de 2019. Em Tóquio, ele vai competir nas provas dos 50m livre na classe S3, 200 m livre na S2 e 50m peito na SB2.

ERIC TOBERA - NATAÇÃO

Eric Tobera natação paralimpíada (Arquivo pessoal)Vitor Tavares parabadminton Tóquio paralimpíadas (Divulgação/CPB)Ronan Cordeiro triatlo paranaense paralimpíadas tóquio (Tommy Zaferes/World Triathlon)Andrey Muniz de Castro Daniel Zappe CPB Jogos Paralímpicos (Daniel Zappe/MPIX/CPB)Edwarda Dias vôlei sentado Tóquio paralimpíadas (Exemplus/CPB)Anderson Rodrigues vôlei sentado Jogos Paralímpicos (Leila Nunes/Jogos Abertos do Paraná)Alex Witkovski vôlei sentado Jogos Paralímpicos (Reprodução/Facebook)Daniel Jorge da Silva vôlei sentado paralimpíadas Tóquio (Acervo pessoal)

Daniel Jorge da Silva, de Curitiba, levou um tiro em 2000 durante assalto. Por conta de problemas circulatórios, ele teve a perna direita amputada abaixo do joelho. O paranaense conheceu o vôlei sentado em 2004 por convite de Anderson e Carlos Jacó, jogadores da seleção brasileira nas Paralimpíadas de 2000 e 2004.

O curitibano tem uma carreira vitoriosa na seleção brasileira com quatro medalhas de ouro nos Jogos Parapan-Americanos de 2007, 2011, 2015 e 2019, duas de prata nos Mundiais de 2014 e 2016 e bronze no Mundial de 2018.