Paraná é pioneiro no uso de biometria em estádios

Francielly Azevedo - CBN Curitiba

O programa de consulta aos cadastros dos órgãos públicos por meio de biometria para confrontar as informações dos torcedores e frequentadores de eventos foi lançado no ano passado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

O juiz auxiliar do TJ-PR, Ricardo Henrique Ferreira, explica que a iniciativa só é possível graças ao grande número de pessoas biometradas no Estado. “O estado do Paraná dentre os estados da Federação é o que possui o maior número de pessoas biometradas. Nós somos mais ou menos 12 milhões de habitantes e temos quase 8 milhões biometradas. Por isso, nós entendemos que era importante para segurança dos cidadãos quando frequentavam estádios ou locais de grandes eventos”, disse.

O primeiro jogo com biometria no Paraná aconteceu no dia 10 de setembro do ano passado, no duelo entre Atlético-PR e Coritiba, válido pelo Campeonato Brasileiro.

O Atlético foi o primeiro clube paranaense a implantar o sistema. O reconhecimento biométrico já funcionava no setor das torcidas organizadas, agora todos os torcedores que acessam a Arena precisam passar pelo processo de identificação.


“Tanto os sócios do Atlético quanto aqueles que adquirem o ingresso de forma avulsa, eles têm as biometrias previamente colhidas e isso é feito um comparativo no momento do ingresso no estádio para verificar se existe algum mandado em aberto, então nós temos a segurança que só estarão dentro do estádio pessoas que não tem qualquer problema com a Justiça”, explicou.

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Para o juiz, o projeto traz mais agilidade para a segurança pública. “O sistema biométrico é um dos meios mais eficazes de você reconhecer uma pessoa que tenha um problema com a Justiça. Considerando que nós temos um grande número de evadidos, a pessoa é presa assim que coloca o dedo na catraca, é identificada e a Polícia Militar atua na forma de prender aquele que tem pendência com a Justiça”, ressaltou

De acordo com o magistrado, desde que foi instalada a biometria, não foram registrados conflitos nos últimos Atletibas disputados no estádio atleticano. “Nos últimos três Atletibas que foram realizados na Arena nós não tivemos nenhum incidente. Coincidência ou não, após a implantação da biometria. O Atletiba que era um problema muito sério para Curitiba na área de segurança, na região do estádio não tivemos nenhuma intercorrência de registro maior de violência, logicamente que nos locais mais distantes, como terminais, nós não temos como controlar”, afirmou.

O juiz explica o porquê o sistema ainda não funciona nos outros estádios da capital. “Como se trata de um sistema particular, os estádios e os locais para eventos pertencem a particulares, para poder ter acesso a esse convênio é necessário que o próprio particular adquira o sistema para que possa realizar essa biometria”, destacou.

O Paraná é pioneiro na utilização de biometria em eventos esportivos. O magistrado acredita que a tendência é que em pouco tempo a prática seja comum no restante do país. “O que eu acredito é que em um espaço de tempo essa é uma tendência que não tem mais retorno, porque temos que caminhar com a tecnologia para o bem da população”, finalizou.

O sistema biométrico da Arena é um convênio do Tribunal de Justiça, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP), o Instituto de Identificação do Paraná, o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) e a Celepar.

 

 

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