Paranaense de futebol americano pode ter apenas seis equipes

Por Leopoldo ScreminNa contramão do crescimento que o futebol americano vem tendo dentro do país, o campeonato pa..

Redação - 13 de janeiro de 2017, 20:17

Por Leopoldo Scremin

Na contramão do crescimento que o futebol americano vem tendo dentro do país, o campeonato paranaense 2017 pode ter apenas seis equipes. A competição que contou com oito times na última edição e que tinha a expectativa de ser disputada por ao menos dez equipes este ano, sofreu duas baixas importantes, além do desinteresse por parte de equipes recém filiadas e que vão focar na preparação para campeonatos regionais e nacionais no segundo semestre.

O diretor de marketing da FPFA, Valdomiro Junior, disse em contato que ainda não é certo o número de participantes e que a Federação trabalha em várias frentes para fechar o calendário do certame, porém segundo apuramos com os participantes do Paranaense 2016, duas equipes que disputaram a competição ano passado estão fora este ano: Foz Iguaçu Black Sharks e Guardian Saints.

A princípio teremos três representantes da capital, os tradicionais Brown Spiders FA, Coritiba Crocodiles e o atual campeão Paraná HP. No interior o grande desfalque será o do Foz do Iguaçu Black Sharks que buscando reestruturação financeira, deixa de lado a competição do primeiro semestre para focar na Superliga Nacional, em junho.

As outras três que devem representar o interior são: Norte Paraná, Maringá Pyros, e o semifinalista do ano passado Londrina Bristlebacks. Equipes como o Curitiba Lions, que disputou a Liga Nacional, Tiguers Football e Guardian Saints, que jogaram a Copa Sul no segundo semestre de 2016 já declararam que não disputarão o estadual deste ano justamente para ter uma melhor preparação para as competições do segundo semestre.

Custos altos e falta de patrocínios atrapalham o esporte:

Um dos grandes entraves para que mais equipes disputem o campeonato são os altos custos com equipamentos e principalmente com transporte. No formato que a competição foi disputada ano passado, por exemplo, pelo menos por uma vez as equipes do interior tiveram que vir a Curitiba, e o mesmo aconteceu com as da capital, causando um custo de aproximadamente 4 mil reais só no aluguel do ônibus, fora alimentação e em alguns casos estadia. Tudo saindo do bolso dos atletas.

Outro fator que vem pesando para o crescimento do esporte é a falta de atletas dispostos a se comprometer com os exaustivos treinos que acontecem no mínimo duas vezes por semana, fazendo que as equipes por interruptas vezes sejam obrigadas a realizar os famosos “try outs”, testes onde buscam novos atletas para completar seu plantel.

“Um dos fatores que nos fizeram desistir da disputa do Paranaense foi a falta de atletas”, disse Rafael Karam, diretor do Curitiba Lions. “Recebemos vários pedidos de desligamento no início do ano, principalmente pela falta de um patrocínio de uma academia, por exemplo, essencial para quem joga futebol americano”.

Rafael contou que uma vez que ainda é um esporte amador, nem todos os atletas tem recursos suficientes para custear uniformes, equipamentos – em sua maioria importados – e as viagens, que com alimentação chegam a custar 5 mil reais por equipe. E isso é o fator principal para a desistência dos atletas.