Paranaense do tapetão mostra “bagunça” e entra na mira de atletas e técnicos

Redação


A indefinição que ronda o Paranaense deste ano, ao qual corre o risco de ser paralisado, já afetou não apenas os clubes, mas também quem está dentro de campo. Na semana passada o técnico Paulo Autuori, do Atlético, criticou as ações tomadas por clubes e a indecisão da Federação Paranaense de Futebol (FPF) em homologar a rodada do final de semana. A Federação poderá ser obrigada a paralisar o Campeonato caso o STJD condene o Jotinha e ratifique a perda dos 16 pontos conforme decisão do TJD-PR em primeira instância e que foi revertida com recurso apresentado pelo clube.

Na coletiva de ontem à noite, após o jogo contra o Cascavel, foi a vez do atacante Kleber reclamar do Campeonato. “Infelizmente, o Campeonato Paranaense, esse ano, está muito bagunçado. A gente estava almoçando ontem [sábado] e nem sabia se ficava ou voltava para Curitiba. Nem sei se esse jogo valeu alguma coisa. Realmente, a gente tem que se motivar por nós mesmos. A competição não ajuda a motivar”, disse o jogador.

O colunista Carneiro Neto também abordou o clima de bagunça do Paranaense. Em sua coluna editada pelo jornal Gazeta do Povo, ele dispara contra o presidente Hélio Kury e os clubes que tentam ganhar no tapetão o que não conseguiram em campo. “Atitudes oportunistas, moralismo de ocasião e decisões levianas contribuem para o desgaste do esporte mais popular do país. Oportunismo dos clubes que recorreram ao STJD, pedindo a paralisação do Campeonato, por causa do registro do jogador Getterson, do J. Malucelli; moralismo de beco do presidente da Federação ao obrigar o árbitro a suspender o clássico Atletiba; decisões levianas como a proibição do uso da grama sintética e a mudança das regras nas eleições da CBF”.

Em seguida, Neto faz coro a jogadores e técnicos que criticam a indefinição da FPF. “Em vez de solicitar a antecipação do julgamento no STJD, a Federação confirmou a 1.ª rodada das quartas de final que, dependendo da decisão no maroto tapetão, pode torná-la nula [o jogo Londrina 1 x 3 J. Malucelli só será homologado após julgamento no STJD]”, concluiu.

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