Pelé elogia Tite e o coletivismo da seleção

Redação


O Rei do Futebol está otimista com a seleção brasileira e a forma como a equipe está jogando. O Rei está feliz pela forma coletiva com que o técnico Tite tem comandado os atletas e para ele, a maior prova disso tem sido o aumento do jogo coletivo, deixando para trás a dependência que a seleção em tempos anteriores tinha em relação a algum jogador, Neymar entre eles.

Hoje pegamos qualquer seleção do mundo e vemos eles jogarem bem e isso acontece por causa da coletividade e isso segue o estilo do Tite. Hoje em nossa seleção percebemos que ninguém é melhor que ninguém, o que é muito importante”, comentou o craque.

Mesmo com os elogios, Pelé acredita ser cedo ainda para se fazer alguma comparação com outras seleções, em especial com a de 1970. “Ainda e muito cedo para qualquer comparação”, afirmou.

A avaliação foi feita durante uma entrevista coletiva concedida no começo da tarde desta quinta-feira (17), em Curitiba (PR), na sede da Universidade Uninter, parceira de Pelé no lançamento do programa esportivo Lúdico Escolar. Para o Rei, uma da mostra de evolução da seleção é a forma como Neymar vem atuando. “Gosto muito do Neymar, é uma cria nossa, do Santos, mas na última partida não atuou muito bem, mas isso não foi muito percebido, pois jogamos como um time de futebol”, comentou.

Sobre a possibilidade de Neymar ganhar o título de melhor jogador do mundo, que tem sido disputado entre Messi e Cristiano Ronaldo nos últimos anos, o craque disse que já conversou com Neymar a respeito disso. “Ele falava ara mim que os adversários faziam muita coisa, beliscavam, tudo; mas falei: na minha época eu levava cotovelada, cusparada na cara, não é uma moça que está nos marcando e o futebol exige isso. Com o tempo ele está pegando mais experiência”, avaliou.

Em clima de descontração, o Rei lamentou “por não ser o Santos”, mas acredita que o título brasileiro será do Palmeiras. Para ele, a melhor equipe na competição. “Para ganhar, tirar deles, será difícil, o Palmeiras não terá tanto azar assim”, disse. Sobre o Santos, Pelé disse que a equipe reagiu tarde. “Aconteceu uma coisa engraçada, ninguém esperava que o time fosse longe, não teve grande investimento, mas isso mostrou que mesmo não tendo muitos jogadores caros, como alguns clubes fazem, é possível se fazer um bom trabalho”, disse.

Já na parte de baixo da tabela, Pelé preferiu ficar em cima do muro ao ser questionado sobre a possibilidade do Internacional ser rebaixado pela primeira vez. “Gosto muito de futebol, mas não sou Jesus Cristo”, disse, arrancando risadas da plateia.

SAÚDE

Pelé chegou à coletiva apoiado em um andador. Questionado, disse que sua saúde está muito boa e que aquilo era apenas a consequência de um problema no joelho direito, que o deixou sem apoio. “Fiz uma cirurgia no fêmur há um ano e meio e depois vimos que ela não foi muito boa, precisei recorrer a outra cirurgia depois de quatro meses. Já estava fazendo exercícios quando tive o problema no joelho direito, que me dava o apoio, por causa disso estou com este apoio, mas felizmente minha saúde está boa”, disse.

POLÍTICA

No campo da política, Pelé elogiou o juiz federal Sergio Moro. “Eu costumo dizer que sou um homem de três corações, então ele deve ter também, porque o trabalho que tem feito não é fácil e é de muita responsabilidade, que Deus dê muita saúde para ele”, comentou o craque, que durante a noite iria participar de um evento com magistrados.

Durante a coletiva, o Rei também comentou o risco de acabar o ensino de educação física nas escolas, caso as medidas do governo federal de reforma do ensino médio sejam aprovadas. “Eu sou formado em Educação Física e isso é uma coisa muito séria que precisa ser revista”, criticou.

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