“Se fosse presencial, teria metido a mão na sua cara”, dispara Petraglia a presidente do Bahia

Redação

petraglia athletico presidente bahia reunião liga

Mario Celso Petraglia, presidente e CEO do Athletico, disse que agrediria o mandatário do Bahia, Guilherme Bellintani, caso a reunião para discutir a formação da liga dos clubes brasileiros não fosse virtual. As informações foram divulgadas pelo blog do Lauro Jardim, do jornao O Globo.

Bellintani acusou Petraglia de indicar empresas para prestar serviços à liga, o que foi negado pelo rubro-negro. “Essa reunião tinha que ser presencial”, disse o presidente do Bahia na sequência, que ouviu a resposta dura de Petraglia: “Se fosse presencial, já tinha acabado porque eu teria metido a mão na sua cara“.

Conforme as informações, os outros dirigentes entraram na cena para apaziguar o conflito e os dois acabaram pediram desculpas. Mesmo assim, Petraglia se mostrou irritado e desabafou em sua saída, antes do final do encontro.

“Peço perdão, mas estou cansado. Não aguento mais os ‘euricos” do futebol”, citando o ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, e sem especificar sobre quem se tratava.

PETRAGLIA DIZ QUE ERA AMIGO DE EURICO E QUE TEME NOVO FRACASSO

O presidente do Athletico confirmou o episódio e ressaltou que a discussão foi gerada por discordâncias entre os dirigentes.

“Tudo isso é verdade, aconteceu. É o meu jeito. Eu não sou politicamente correto. Os autores divergem. Há divergências naturais do processo”, diz o mandatário rubro-negro em entrevista ao UOL Esporte.

Petraglia afirma que teme que a liga não avance como deveria, o que seria motivado por interesses individuais e não coletivos. Além disso, também ressaltou que não se referiu ao presidente do Bahia quando citou Eurico Miranda.

“Eu já fracassei como dirigente de clube por N vezes em criação de liga nacional, regional, estadual… As vaidades, o poder, a divisão, as segundas intenções conflitam”, disse.

“Não houve vínculo a ele [Bellintani] da minha parte. Mas falei porque senti que a liga poderá não acontecer e continuaremos sem explorar a grande atividade empresarial, que é o entretenimento através do futebol. Eu tive um desencontro muito grande com Eurico Miranda, porque ele via o futebol de forma muito diferente. Ele via um futebol lúdico, mágico, mas não como indústria, um negócio. Ele dizia que futebol era para o povão. Eu sei que é, mas tem que ser pago por quem tem dinheiro. Meu conflito com Eurico só foi esse. Era meu amigo. Mas nós estamos todos quebrados porque não se transformou o futebol brasileiro em um grande negócio”, completou.

ENTENDA A LIGA ORGANIZADA PELOS CLUBES 

Em junho deste ano, os clubes brasileiros anunciaram que vão criar uma liga independente para organizar o Campeonato Brasileiro. Entre as lideranças estão os presidentes de Athletico, Mario Celso Petraglia, e do Bahia, Guilherme Bellintani.

A tendência é que uma nova reunião aconteça na semana que vem após a confusão desse último encontro. Outra discussão ainda está marcada para o dia 9 de agosto.

A ideia é assumir mais controle sobre as decisões, já que hoje todos os torneios nacionais são controlados pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Apesar da vontade de fazer uma transição harmônica com a entidade, a Confederação passa por momento turbulento com o afastamento do presidente Rogério Caboclo. Ontem (22), o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) rejeitou o pedido do cartola para voltar à Presidência da CBF.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="777691" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]