Petraglia manda jornalista calar a boca ao ser questionado sobre dívida do Athletico

O presidente do Conselho Deliberativo do Clube Athletico Paranaense, empresário Mario Celso Petraglia, foi protagonista,..

Pedro Ribeiro - 13 de maio de 2019, 18:06

PR - FUTEBOL/ATLETICO-PR/COLETIVA - ESPORTES -
Mario Celso Petraglia , presidente do Conselho Deliberativo e diretor geral
durante Coletiva de Imprensa do Atlético Paranaense para anunciar a parceria com a Inoovi LTD, uma empresa de Hong Kong do ramo de criptomoeda  na  Arena da Baixada  em Curitiba (PR), nesta sexta-feira (29). Foto: Geraldo Bubniak/AGB
PR - FUTEBOL/ATLETICO-PR/COLETIVA - ESPORTES - Mario Celso Petraglia , presidente do Conselho Deliberativo e diretor geral durante Coletiva de Imprensa do Atlético Paranaense para anunciar a parceria com a Inoovi LTD, uma empresa de Hong Kong do ramo de criptomoeda na Arena da Baixada em Curitiba (PR), nesta sexta-feira (29). Foto: Geraldo Bubniak/AGB

O presidente do Conselho Deliberativo do Clube Athletico Paranaense, empresário Mario Celso Petraglia, foi protagonista, nesta segunda-feira (13), de mais um ato de arbitrariedade e prepotência ao desrespeitar uma repórter da Gazeta do Povo que lhe fez uma pergunta pertinente e de difícil resposta.

A jornalista Luana Kaseker da Silva Freire quis saber, em entrevista coletiva, sobre a dívida do clube com o Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba que já passa de R$ 500 milhões. Dinheiro pego emprestado para construir a Arena da Baixada e que até o momento não houve liquidez junto aos órgãos governamentais.

Irritado com a pergunta, Petraglia mandou a jornalista se calar e impediu que a profissional concluísse a pergunta quando retornava ao assunto. Mesmo que a coletiva convocada pelo clube fosse sobre a situação de doping de atletas, bastava ao dirigente dizer que não responderia à questão quando foi questionado sobre a dívida da Arena da Baixada.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) repudiou o fato e classificou como "lamentável" o ocorrido.

"A falta de respeito com profissionais do jornalismo é um registro lamentável que a categoria enfrenta dia após dia. Faltar com respeito e tentar impedir jornalistas de trabalhar, pelo fato de não perguntarem o que querem ouvir, viola o livre exercício profissional. Casos de violência contra jornalistas vêm crescendo muito no Brasil, especialmente, quando existem mulheres trabalhando na cobertura esportiva. O setor esportivo está entre os que mais registram casos de violência contra jornalistas. Não permitiremos que isso continue acontecendo.

O SindijorPR reitera, mais uma vez, sua postura intransigente em defesa do livre exercício profissional e, do respeito ao trabalhador jornalista, que exerce ofício tão caro à sociedade democrática em que vivemos", diz a nota.