Petraglia usa Athletico como barriga de aluguel com empresas em paraíso fiscal, diz agência

Redação


O empresário e presidente do Conselho Deliberativo do Athletico Paranaense, Mario Celso Petráglia, principal responsável por uma dívida de R$ 500 milhões com governo do Estado e Prefeitura de Curitiba, originária da reforma da Arena da Baixada e que, devido a esta vultosa soma, poderá ser leiloada, é protagonista de mais um escândalo no âmbito do futebol brasileiro. Petraglia é acusado de manter duas empresas para compra, venda e gestão de carreiras de jogadores em um paraíso fiscal. A informação foi divulgada pela agência de jornalismo investigativo SportLight.

De acordo com a publicação, Petraglia abriu no Panamá a “Soccer Development” e a “The Soccer Consulting”. A abertura das empresas, em fevereiro de 2005, aconteceu na época em que o dirigente seguia para a Europa em busca de parceiros para a implantação de um plano que foi batizado de “Engorda-Jogador”, utilizando o Athetico como barriga de aluguel para valorizar atletas e depois negociar.

A agência traz documentos onde mostram que o endereço das empresas abertas no paraíso fiscal é o mesmo de Curitiba que consta em processos que correm na justiça paranaense em nome de Mário Celso Petraglia.

Os documentos apontam que o dirigente mantinha empresas no exterior tendo, como objeto, a “compra e venda de jogadores jovens de futebol em todo mundo”, “seleção e avaliação de jogadores que irão compor o portifolio da empresa”, “negociar as condições de investimentos em relação a aquisição e venda de jogadores”, “dar seguimento (aconselhamento, supervisão e monitoramento) das carreiras dos jogadores que compõe tais empresas”, “aconselhamento aos jogadores em negociações com clubes.

Dívidas e iminência de leilão

Em relação às dívidas, segundo dados do Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba, o Clube Athletico Paranaense deve perto de R$ 520 milhões ao Fundo Estadual de Desenvolvimento (FDE) da Fomento Paraná. A empresa CAP/SA, criada para gerir as reformas do estádio e presidida pelo empresário Petraglia, realizou quatro empréstimos junto à Fomento Paraná no valor de R$ 291 milhões.

Como Petraglia não honrou os compromissos de pagamento, o valor praticamente dobrou, levando a agência governamental a entrar com ações na Justiça que poderá declarar leilão de um dos mais belos estádios de futebol do país. O processo corre há 1.160 dias e está em concluso para o juiz Guilherme de Paula Rezende, da 4ª Vara de Fazenda Pública de Curitiba.

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