PF revela suspeitos tinham intenção de usar armas químicas na Olimpíada

Jordana Martinez


A Polícia Federal revelou, em novos trechos de mensagens de celular apreendidos com investigados da Operação Hashtag, que o grupo tinha a intenção de utilizar armas químicas durante a Olimpíada do Rio de Janeiro.

A Operação foi deflagrada em julho deste ano e prendeu 14 pessoas suspeitas de ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico. Todos estão detidos em um presídio federal de campo Grande, no Mato Grosso do Sul. De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos pretendiam contaminar uma estação de abastecimento de água.

Em um dos trechos, os suspeitos dizem “é uma ótima oportunidade para matar americanos, iranianos xiitas, sauditas, etc”. Em outra mensagem, os investigados comentam que a Olimpíada seria uma oportunidade de conseguir entrar no paraíso de Alá.

Os suspeitos criaram vários grupos em diversos aplicativos de troca de mensagem. Todos os envolvidos participavam de um mesmo grupo no facebook chamado de “Defensores da Sharia” que divulgava vídeos de execuções públicas, demonstrando que concordavam com as ações.

Na troca de mensagens por celular a polícia também encontrou negociações para a compra de um fuzil AK-47. Um dos presos planejava treinar o grupo para utilizar as armas e tentava formas de financiar a atividade. A polícia continua analisando os materiais apreendidos e tem até o dia 9 de setembro para apresentar à Justiça Federal o relatório final.

Este é o primeiro inquérito instaurado com base na recente lei antiterrorismo, sancionada em março deste ano pela ex-presidente Dilma Rousseff. Também foram as primeiras detenções por suspeita de ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico, que atua no Oriente Médio e que tem cometido atentados em várias partes do mundo.

BandNewsCuritiba

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Jordana Martinez
Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.