Protagonista, defesa é arma de Tite para sucesso de atacantes

A eficiência da seleção sob Tite tem como destaque mais visível as jogadas ofensivas e os gols do quarteto formado por N..

Folhapress - 09 de junho de 2018, 22:20

Foto: Lucas Figueiredo &#124 CBF
Foto: Lucas Figueiredo &#124 CBF

A eficiência da seleção sob Tite tem como destaque mais visível as jogadas ofensivas e os gols do quarteto formado por Neymar, Gabriel Jesus, Philippe Coutinho e Willian.

Eles estarão em campo novamente neste domingo (10) diante da Áustria, no último amistoso antes da estreia do Brasil na Copa, no próximo domingo (17), diante da Suíça.

Mas a defesa também é a protagonista. O setor é o menos vazado da história da seleção na fase pré-Copa. Nas 20 últimas partidas, o time levou apenas cinco gols, um recorde. A marca anterior pertencia à equipe treinada por Sebastião Lazaroni antes da disputa da Copa da Itália, em 1990.

Na época, o time, que foi campeão da Copa América do ano anterior, sofreu apenas sete gols no mesmo período. No Mundial da Itália, a seleção, que sofreu só dois gols, não teve sucesso. Foi eliminada nas oitavas de final ao perder para a Argentina, por 1 a 0.

"Isso vocês têm que falar com o Cléber que precisam estar comprometidos. Trabalhamos com todos para ter a estruturação defensiva. Só assim podemos jogar depois", completa.

No esquema que entrará em campo em Viena, Willian e Coutinho terão que cumprir funções defensivas para não deixar a defesa exposta.

Já Neymar e Jesus terão mais liberdade. Mesmo assim, os dois sempre ajudam na marcação, quando o time está sem a bola. Para ter sucesso no setor, o time não precisa apelar para as faltas, segundo Xavier.

"O segredo é posicionar bem os jogadores, trabalhar as coberturas. Assim, conseguimos pegar a bola com mais rapidez", disse o auxiliar. Junto com Tite, ele montou a defesa do Corinthians. Por três vezes, o time ganhou o prêmio de mais disciplinado pela Federação Paulista de Futebol.

Antes dos jogos, Tite sempre faz questão de deixar claro a importância de todos no setor defensivo. "Perdeu a bola, agride. Repito sempre aos atletas. Vocês não gostam de jogar? Para isso, precisam se defender. Todos têm que participar da ação de retomar a bola para tê-la nos pés", conta o treinador, que escala zagueiros e volantes com bom passe.

"Eles são fundamentais para a bola não ficar batendo e voltando", acrescentou o treinador, que superou até agora os times comandados por Telê Santana (1982) e Zagallo (1970), suas principais referências na seleção.

Antes da Copa da Espanha, o time comandado por Telê sofreu 12 gols no mesmo período de 20 partidas. O levantamento não leva em conta o último amistoso.

Já a equipe de Zagallo levou 5 gols, mas jogou bem menos que o Brasil de Tite. Substituto de João Saldanha, ele teve apenas 10 jogos antes de disputar o Mundial do México.