PVC vai de metrô ao estádio, fala sobre ausência de Casemiro e questiona nível da Copa América

Vinicius Cordeiro

PVC

O jornalista esportivo Paulo Vinicius Coelho está incomodado com algumas críticas à Copa América 2019. O blogueiro do Uol falou com exclusividade ao Paraná Portal após a goleada do Brasil por 5 a 0 sobre o Peru, na Arena Corinthians – jogo que foi acompanhar de metrô – e respondeu sobre alguns dos tópicos mais discutidos atualmente do torneio e da seleção brasileira.

A primeira delas foi sobre a ausência de Casemiro, suspenso para o jogo contra o Paraguai pelas quartas de final. O jogo está marcado para essa quinta-feira (27), às 21h30, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Para PVC, é um desfalque importante.

“Tem um número alarmante. O único jogo que o Brasil tomou dois gols com o Tite foi contra a Bélgica, que o Casemiro não jogou. O time tomou 10 gols até hoje. Muda o posicionamento da bola parada”, avaliou o jornalista, que também é comentarista do Fox Sports e colunista na Folha de S. Paulo.

NÍVEL TÉCNICO

Além de ser crítico em relação aos gramados do futebol brasileiro, PVC fica saturado das críticas ao nível de futebol apresentado na Copa América.

“Tem coisas que as pessoas repetem 10 vezes e viram verdade. As pessoas falam assim: ‘Ah, porque o nível está muito ruim’. Quando é que foi bom?”, questionou.

“Em 99, o Brasil ganhou de cabo a rabo e as pessoas falavam que o nível era bom? Quando o Palermo perdeu três pênaltis? Em 2007 a gente passou a Copa América esculhambando a seleção brasileira até meter 3 a 0 na Argentina”, completou.

ELITIZAÇÃO DOS ESTÁDIOS

PVC também questiona quando se afirma que o perfil do público da seleção é mais elitizado. Entretanto, ele reconhece que o torcedor da seleção brasileira é diferente que o do clube brasileiro.

“Estou ouvindo pessoas falando que o público que vem é de elite. Eu vim de metrô. Vi uma menina que veio do Capão Redondo de trem. Eu falei com torcedor negro que veio de longe, falei com gente de Marília… Aí perguntava ‘o ingresso é barato?’ e respondiam ‘Não, é caro. Mas eu tô me planejando um ano para ver a seleção'”, contou.

O jornalista de 49 anos ainda ressaltou que a média de público desta Copa América é boa. Foram 29.379 pessoas por partida durante a fase de grupos.

“A Copa América de 89 começou com vaia em Salvador. O Brasil jogou para 9 mil pagantes contra a Venezuela e 8 mil pagantes contra o Peru em Salvador. Quando chegou no Maracanã, mudou porque a seleção engrenou. A média de público daquela primeira fase foi 16 mil pessoas por jogo e o ingresso era 5 dólares. Hoje, o ingresso médio custa 49 dólares”, comentou.

FERNANDINHO

Assim como em 2018, Fernandinho assumirá a vaga no time titular contra o Paraguai. Porém, o volante do Manchester City luta para deixar o papel de vilão.

Sobre isso, PVC foi questionado se uma falha do jogador com uma suposta eliminação do Brasil poderia selar o final da carreira do volante pela seleção. O comentarista não hesitou e fez uma comparação com o capitão do tetracampeonato mundial.

“Se o Dunga jogasse na Copa de 1994 e falhasse contra a Holanda, iria ser o fim do Dunga na seleção brasileira”, concluiu.

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