“Ridículos”, diz Petraglia sobre pedidos de torcedores do Atlético-PR

Francielly Azevedo

Em entrevista coletiva com quase duas horas de duração na tarde desta quarta-feira (29), o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, falou sobre os conflitos com a torcida atleticana. O dirigente classificou como “ridículos” os pedidos dos torcedores. Também participaram da conversa o presidente do Conselho Administrativo, Luiz Sallim Emed, e o Diretor Jurídico, Rodrigo Gama Monteiro.

Os atleticanos têm protestado contra atitudes da diretoria, como a proibição da entrada de materiais relacionados à torcida organizada (bandeiras, faixas, vestimentas e instrumentos) e o valor alto dos ingressos (R$ 100 antecipado e R$ 150 em dia de jogo). Os torcedores realizaram manifestações na praça em frente à Arena da Baixada com sinalizadores, faixas e foguetes durante alguns jogos do rubro-negro e assistiram aos jogos pelo telão.

“Absolutamente inválido juridicamente (reivindicações). O conteúdo dos pedidos são ridículos, então não posso entrar no mérito pessoal da questão, eu estaria dando uma avaliação subjetiva minha como torcedor. O cargo exige que a gente trabalhe com aquilo que nós fomos eleitos. Aqui não está o Mario Celso Petraglia, aqui está o presidente do conselho deliberativo do clube Atlético Paranaense e dentro dessa visão isso é absolutamente sem fundamento”, disse Petraglia.

Preço do ingresso

Petraglia ainda comentou o valor do ingresso. O presidente não se mostrou flexível a redução dos preços. “R$ 30 reais para assistir um jogo da Série A em um dos melhores estádios do mundo, com segurança, papel higiênico no banheiro, sabonete e limpeza igual a nossa casa, não tem como.  Se tivermos um estádio de primeira com time de segunda, teremos um estádio de segunda”, ressaltou.


O presidente Sallim também analisou a postura do clube em relação as decisões. “O nosso interesse é o bem do Atlético-PR, eu tenho afirmado sempre que interesse é aquilo que nós entendemos como melhor para o Atlético. Se fosse uma decisão oportunista, vaidosa, poderíamos estar aqui reduzindo preços. Mas como diz a própria constituição brasileira o bem coletivo precisa ser maior que o interesse individual. Todas as decisões tidas como duras são para fazer o melhor pelo clube”, destacou.

Além disso, Sallim comentou a situação dos sócios. Segundo os dirigentes, o rubro-negro possui 100 mil sócios que passaram pelo clube e não continuaram. Para eles, o problema não é o engajamento, é a fidelização.

“Tem aquele torcedor casulo que não sai de casa e vou respeitar isso. Tem torcedor que é igual regime que começa na segunda-feira, mas chega na sexta-feira e desiste”, disse Sallim.

 

Assembleia de sócios

Diante das decisões da diretoria, a oposição atleticana organizou uma lista de assinaturas para realização de uma assembleia geral de sócios, que deliberaria essas questões. O diretor jurídico do CAP, Rodrigo Gama Monteiro, afirmou que o documento veio rasurado e pode ser invalidado.

“A lista ela veio com várias incongruências e imperfeições de ordem formal. Primeiramente a lista veio com páginas borradas, folhas rasgadas, sem se quer ter um cabeçalho ou uma nota de rodapé para dizer que era um pedido de convocação de assembleia geral de sócios. No âmbito jurídico, isso é um erro básico porque você não tem como aferir se a pessoa que assinou sabia o que estava assinando”, explicou.

 

 

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Repórter do Paraná Portal e Rádio CBN. Tem passagens pela TV éParaná, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina.
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