Rio-2016 retira MC Biel de revezamento da tocha após denúncia de assédio

Mariana Ohde


O Comitê Organizador Rio-2016 retirou o funkeiro MC Biel da lista de condutores da tocha olímpica. Ele deveria carregar a chama nesta terça-feira (7), em Fortaleza, e o substituto ainda não foi definido. O desconvite foi motivado por uma polêmica recente envolvendo o músico – ele foi denunciado de assédio sexual por uma jornalista do portal iG.

“A gente deseja que tudo transcorra da melhor forma para todas as partes, mas o revezamento quer passar uma mensagem de paz e não quer aliar o evento ou os conceitos de olimpismo a esse acontecimento”, disse a assessoria de imprensa do comitê. O substituto de Biel ainda não foi definido, mas sairá de uma lista de espera de condutores.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do cantor afirmou que não foi comunicada sobre o desconvite. Biel participava na tarde desta segunda-feira (6) de um evento numa rádio de São Paulo.

O episódio de Biel com a repórter (que pediu para não ser identificada) aconteceu no início de maio deste ano, e o boletim de ocorrência foi registrado na 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo. Segundo ela, o funkeiro a chamou de “gostosinha” e disse que a “quebraria no meio” se mantivesse relações sexuais com a jornalista. O contato da repórter com Biel aconteceu em dois momentos, e a jornalista entregou áudios e vídeos à polícia. Em uma das passagens, quando a profissional do portal disse que ela e o músico eram da mesma faixa etária, ele retrucou: “Idade não significa nada. Se te pego, te quebro no meio”.

Depois, Biel deu seu telefone celular na mão da repórter e pediu que ela atendesse. Quando recebeu o aparelho de volta, dirigiu-se a uma terceira pessoa e disse que a jornalista merecia um desconto por ser “gostosinha”.

Em nota, Biel afirmou que “a entrevista toda foi em clima descontraído, e em nenhum momento ela se mostrou decepcionada com algo que eu disse”. O pai do funkeiro também respondeu. Sergio Rodrigues disse que “está tudo muito distorcido” e que “o que tinha de ser dito foi dito nos autos do inquérito”.

Fonte: UOL

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal