River perde do Al Ain e adiciona mais um vexame de sul-americanos no Mundial

Folhapress


O River Plate (ARG) é mais um clube sul-americano a não conseguir chegar à final do Mundial de Clubes da Fifa.

Nesta terça-feira (18), os argentinos foram derrotados nos pênaltis para o Al Ain (EAU) após empatarem em 2 a 2 no tempo normal. Após cinco acertos dos árabes, Enzo Pérez perdeu a última cobrança do River, que decretou a eliminação da equipe do torneio.

Desde que a Fifa adotou o atual formato do Mundial (2005), com quartas de final e semifinal antes da decisão, os sul-americanos tiveram dificuldades de conseguir o acesso à final da competição.
O primeiro a parar nas semifinais, rodada na qual entram os times do continente, foi o Internacional, que perdeu para o Mazembe por 2 a 0, em 2010, e viu os congoleses fazerem o jogo decisivo contra a Inter de Milão (ITA), que se sagrou campeã.

Em 2013, o Atlético-MG foi eliminado na semi para o Raja Casablanca (MAR), anfitrião do torneio, com derrota por 3 a 1 para os marroquinos, que decidiram o Mundial diante do Bayern de Munique (ALE) e perderam.

Campeão da Libertadores em 2016, o Atlético Nacional (COL) foi o último a não conseguir classificação para a final do Mundial de Clubes. Os colombianos caíram para o Kashima Antlers (JAP), que decidiu o torneio naquele ano contra o Real Madrid (ESP).

A última vez que um sul-americano foi à decisão e ficou com o título ocorreu em 2012, quando o Corinthians superou o Chelsea (ING) em Tóquio para conquistar a taça. Desde então, os clubes da América do Sul foram três vezes à final e perderam todas.

Em 2014, o San Lorenzo caiu para o Real Madrid. No ano seguinte, o River Plate perdeu para o Barcelona de Lionel Messi, Suárez e Neymar. Em 2017, o Grêmio passou pela prorrogação na semifinal e foi à decisão, ficando com o vice-campeonato diante (mais uma vez) do Real Madrid.

O Al Ain agora aguarda seu adversário na final, que será decidido nesta quarta-feira (19) justamente entre o Real e o Kashima, adversários há dois anos.

O JOGO

O Al Ain começou o jogo dando um susto. Aos 2 min do primeiro tempo, o time dos Emirados abriu o placar. Após cobrança de escanteio pela direita, Marcus Berg desviou de cabeça. A bola passou entre as pernas do goleiro Franco Armani e cruzou a linha, antes que Ahmed Barman chegasse para mandar para o fundo das redes e tirar qualquer dúvida.

Só que o River reagiu rapidamente e virou o jogo. Aos 10 min, após duas boas defesas do goleiro Khalid Essa, Lucas Pratto chutou rasteiro da esquerda e contou com o desvio de Rafael Borré para empatar. Depois, aos 15 min, o próprio Borré recebeu de Pity Martínez, avançou pela direita e bateu cruzado para fazer 2 a 1.

O placar deixou o jogo mais tranquilo para o River, que passou a ser pouco pressionado. Pouco antes do intervalo, aos 46 min, Hussen El Shatat chegou a empatar, mas o árbitro italiano Gianluca Rocchi anulou o lance após consulta ao VAR, assinalando impedimento do camisa 74.

A reação no final do primeiro tempo parece ter acordado o Al Ain no segundo. Logo aos 5 min, Caio recebeu do japonês Tsukasa Shiotani na esquerda, invadiu a área e limpou a marcação para empatar de novo o jogo.

O gol deu novo fôlego à partida e pressionou o River. Aos 23 min, Mohamed Ahmad cometeu pênalti em Milton Casco – na cobrança, porém, Pity Martínez acertou o travessão, perdendo a chance de colocar os argentinos em vantagem.

A prorrogação teve domínio do River, que não conseguiu converter tal domínio em gols. Assim, o jogo foi para os pênaltis. Aí, brilhou novamente Khalid Essa: na quinta cobrança, feita por Enzo Pérez, o goleiro defendeu no canto esquerdo e garantiu a classificação.

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