São Paulo encerra jejum de 15 anos contra o Corinthians e está a um empate da final

Folhapress


O São Paulo voltou a ganhar uma partida de mata-mata do Corinthians após 15 anos.
O placar de 1 a 0 na primeira partida da semifinal neste domingo (25), no Morumbi, deixou a equipe perto da decisão do Campeonato Paulista. O gol foi marcado por Nenê.
Para se classificar, o São Paulo jogará pelo empate na próxima quarta-feira (28), no Itaquerão. O Corinthians terá de vencer por dois gols de diferença para ir à final. Se ganhar pela diferença mínima, a vaga será decidida nos pênaltis.
O último jogo de fase eliminatória vencido pelo São Paulo sobre o rival foi em maio de 2002, pela Copa do Brasil. Mas o Corinthians se classificou. São 17 anos que o clube do Morumbi não leva a melhor em um mata-mata contra o adversário: desde junho de 2000, também nas semifinais do Estadual.
O São Paulo começou a ganhar a partida deste domingo antes mesmo do apito inicial. No aquecimento, o Corinthians perdeu seu melhor jogador. O meia Rodriguinho sentiu dor na coxa esquerda e foi vetado pelo departamento médico. Sem poder contar com Jadson, também lesionado, o técnico Fabio Carille adiantou Maycon e jogou com Ralf e Gabriel como volantes.
Não deu certo. Ele também não escalou Clayson (contusão no joelho), Romero e Balbuena (convocados pela seleção paraguaia).
O São Paulo dominou o primeiro tempo, embora não tenha criado muitas chances. Na verdade, criou apenas uma. Mas foi o bastante.
Com a proposta de pressionar a saída de bola do adversário, o time de Diego Aguirre teve mais posse de bola e conseguiu provocar erros de passes do Corinthians.
Maycon não conseguiu ser mais ofensivo do que é normalmente e não teve chance de arrematar de fora da área, um dos seus pontos fortes, como mostrou nas quartas de final, diante do Bragantino.
O meia mais avançado era Mateus Vital, que encontrou dificuldades. Quando a bola caiu no pé de Emerson Sheik, o time visitante ameaçava criar chance, mas não havia para quem cruzar, já que Júnior Dutra atuava aberto pela direita. O Corinthians não encontrava criatividade no meio-campo.
O São Paulo tinha maior posse de bola e Tréllez foi o melhor em campo. Ele incomodava a marcação adversária, ganhava as disputas pelo alto e recuava para buscar a bola. Sua intensidade em campo foi um dos diferenciais de um clássico que, tecnicamente, foi fraco.
A pressão na saída de bola deu resultado aos 46 minutos do primeiro tempo, quando Mantuan errou e Tréllez recuperou a bola. O chute do colombiano foi defendido por Cássio, mas Nenê marcou no rebote.
Fabio Carille se irritou com a comemoração são-paulina, que passou em frente ao banco do Corinthians e foi conversar com o árbitro Raphael Claus.
“Eu apenas olhei para ele porque antes tinha me xingado. Não disse nada”, se justificou Nenê.
O Corinthians iniciou o segundo tempo com uma troca de posições entre Mateus Vital e Júnior Dutra. Não deu muito certo, tanto que Dutra logo saiu para dar entrada a Lucca. O São Paulo recuou para chamar o rival e sair no contra-ataque.
O ímpeto do São Paulo em pressionar o rival, apertar a saída de bola e avançar pelas pontas arrefeceu, satisfeito com a vantagem.
Embora passasse a ter mais a posse de bola, o Corinthians não tinha força ofensiva para ameaçar, mesmo achando espaço pelo lado direito do ataque. A melhor tentativa foi de Mateus Vital, que chutou da intermediária e obrigou Sidão a espalmar.
Na outra semifinal do Paulista, o Palmeiras venceu o Santos por 1 a 0 neste sábado (24) e jogará pelo empate na terça (27), no Pacaembu, para ir à final.

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