Aline brilha nos pênaltis, mas seleção feminina perde para o Chile no Pacaembu

Vinicius Cordeiro

seleção brasileira feminina brasil pia sundhage

A seleção feminina do Brasil não aproveitou brilho de Aline e acabou perdendo para o Chile nos pênaltis, por 5 a 4 após o empate por 0 a 0 no tempo normal. A goleira brasileira defendeu três cobranças, mas viu as companheiras desperdiçarem quatro penalidades. No fim, Toro foi para a bola e deu o título Torneio Internacional de Seleções para as chilenas.

Reserva de Bárbara, Aline ganhou a chance nessa decisão e roubou a cena da goleira chilena. Christiane Endler, a melhor do mundo, também foi bem, mas viu a brasileira defender seu chute na disputa.

Raquel, Luana, Bruna e Joyce desperdiçaram pelo Brasil, enquanto Mônica, Chú, Bia Zaneratto e Fabiana converteram suas cobranças. Pelas chilenas, Lara, Balmaceda, Hidalgo, Edo e Toro marcaram. Pardo, Endler e Roa desperdiçaram.

O jogo, realizado no Pacaembu, teve um público de 16.812 pessoas (15.047 pagantes) e a renda foi de R$ 174.073,00.

Vale lembrar que a competição serviu também para engajar mais público com o futebol feminino. A seleção feminina não atuava no Brasil há dois anos. Já em São Paulo, a última vez que as mulheres jogaram foi em 2015, em amistoso contra a Nova Zelândia.

PIA SUNDHAGE

Com o triunfo, a técnica Pia Sundhage soma uma vitória e um empate sob o comando da seleção brasileira. A comandante sueca de 58 anos mostrou novas ideias nesses primeiros jogos e se tornou um elemento a mais nesse contexto da seleção feminina.

Pia Sundhage comandou a seleção feminina pelas primeiras vezes nesse torneio e deixou uma boa impressão. Foto: Mauro Horita/CBF.

O JOGO

brasil chile seleção feminina
Primeiro tempo foi marcado pela chuva. Foto: Divulgação Twitter / La Roja

A primeira surpresa foi a escalação de Pia Sundhage. A técnica surpreendeu e mando a campo diversas jogadoras consideradas reservas. Ou seja, Aline, Bruna Benites, Joyce, Aline e Millene ganharam a oportunidade para mostrar serviço.

Com muita chuva, o gramado do Pacaembu ficou pesado e atrapalhou o desenvolvimento do jogo. O Brasil foi para o ataque, mas não conseguiu furar a boa defesa chilena.

A melhor chance foi aos 46 minutos do primeiro tempo. Ludmilla arrancou pela direita, fez ótima jogada e rolou para Bia Zaneratto. A camisa 16 bateu firme, mas mandou pela linha de fundo.

Na etapa final, a seleção feminina martelou as chilenas, que se defendiam com uma linha de seis jogadoras na defesa. Ou seja, as brasileiras tiveram muitas dificuldades para criar chances claras de gol.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="654656" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]