Aline brilha nos pênaltis, mas seleção feminina perde para o Chile no Pacaembu

A seleção feminina do Brasil não aproveitou brilho de Aline e acabou perdendo para o Chile nos pênaltis, por 5 a 4 após ..

Vinicius Cordeiro - 01 de setembro de 2019, 15:27

Foto: CBF/Mauro Horita
Foto: CBF/Mauro Horita

A seleção feminina do Brasil não aproveitou brilho de Aline e acabou perdendo para o Chile nos pênaltis, por 5 a 4 após o empate por 0 a 0 no tempo normal. A goleira brasileira defendeu três cobranças, mas viu as companheiras desperdiçarem quatro penalidades. No fim, Toro foi para a bola e deu o título Torneio Internacional de Seleções para as chilenas.

Reserva de Bárbara, Aline ganhou a chance nessa decisão e roubou a cena da goleira chilena. Christiane Endler, a melhor do mundo, também foi bem, mas viu a brasileira defender seu chute na disputa.

Raquel, Luana, Bruna e Joyce desperdiçaram pelo Brasil, enquanto Mônica, Chú, Bia Zaneratto e Fabiana converteram suas cobranças. Pelas chilenas, Lara, Balmaceda, Hidalgo, Edo e Toro marcaram. Pardo, Endler e Roa desperdiçaram.

O jogo, realizado no Pacaembu, teve um público de 16.812 pessoas (15.047 pagantes) e a renda foi de R$ 174.073,00.

Vale lembrar que a competição serviu também para engajar mais público com o futebol feminino. A seleção feminina não atuava no Brasil há dois anos. Já em São Paulo, a última vez que as mulheres jogaram foi em 2015, em amistoso contra a Nova Zelândia.

PIA SUNDHAGE

Com o triunfo, a técnica Pia Sundhage soma uma vitória e um empate sob o comando da seleção brasileira. A comandante sueca de 58 anos mostrou novas ideias nesses primeiros jogos e se tornou um elemento a mais nesse contexto da seleção feminina.

A primeira surpresa foi a escalação de Pia Sundhage. A técnica surpreendeu e mando a campo diversas jogadoras consideradas reservas. Ou seja, Aline, Bruna Benites, Joyce, Aline e Millene ganharam a oportunidade para mostrar serviço.

Com muita chuva, o gramado do Pacaembu ficou pesado e atrapalhou o desenvolvimento do jogo. O Brasil foi para o ataque, mas não conseguiu furar a boa defesa chilena.

A melhor chance foi aos 46 minutos do primeiro tempo. Ludmilla arrancou pela direita, fez ótima jogada e rolou para Bia Zaneratto. A camisa 16 bateu firme, mas mandou pela linha de fundo.

Na etapa final, a seleção feminina martelou as chilenas, que se defendiam com uma linha de seis jogadoras na defesa. Ou seja, as brasileiras tiveram muitas dificuldades para criar chances claras de gol.