Sem vacina, Djokovic tem liderança do ranking em risco e calendário ameaçado

A decisão de Novak Djokovic em não se vacinar contra a Covid-19 deixou o sérvio em uma sinuca de bico dentro do circuito da ATP.

Folhapress - 15 de fevereiro de 2022, 20:02

Ciro De Luca Action Plus/DiaEsportivo/Folhapress
Ciro De Luca Action Plus/DiaEsportivo/Folhapress

A decisão de Novak Djokovic em não se vacinar contra a Covid-19 deixou o sérvio em uma sinuca de bico. É que o tenista não poderá participar de vários grandes torneios, caso se mantenha com suas convicções. Consequentemente, perderá a oportunidade de defender seus pontos e, portanto, a liderança do ranking da ATP -e a queda pode ocorrer já em fevereiro.

Djokovic concedeu entrevista à BBC que será veiculada na noite desta terça-feira (15). Alguns pontos, no entanto, já foram divulgados. O principal deles: o sérvio segue sem se vacinar e que não pretende se imunizar para a Covid-19 mesmo que isso signifique ser banido de vários eventos.

Muitos países submetem a entrada em seu território a um calendário completo de vacinação. Outros, porém, já relaxaram seus padrões de saúde e a situação pode mudar ainda mais nas próximas semanas. Mas, por enquanto, Djokovic só pode lidar com um cronograma restrito, o que afetaria diretamente seu status.

O russo Daniil Medvedev seria o maior beneficiado. Ele estará presente em Acapulco, de 21 a 27 de fevereiro, e poderá assumir a liderança em caso de um bom resultado no México -uma vitória garantiria que ele substituísse Djokovic no topo.

Mas Medvedev não precisa necessariamente vencer a final do ATP mexicano para se tornar o número 1 do mundo. Os cenários são muitos mas, no geral, se Djokovic não chegar às quartas de final em Dubai, que acontece na mesma semana, Medvedev pode terminar no topo do mundo mesmo perdendo na primeira rodada em Acapulco.

Djokovic está, portanto, sob forte pressão, especialmente porque ele terá poucas oportunidades de recuperar pontos se deixar a liderança do ranking.

O sérvio optou por jogar em Dubai, de 21 a 27 de fevereiro, porque o país árabe exige apenas um teste PCR negativo antes do embarque. As coisas vão ficar complicadas em março, quando chega o tour pelos Estados Unidos, país ainda com medidas restritas.

Os Masters 1000 de Indian Wells, de 10 a 20 de março, e de Miami, disputado entre 23 de março e 3 de abril, serão um problema para Djoko que, como viajante estrangeiro, deve apresentar comprovante de calendário completo de vacinação.

Isso também diz respeito ao ATP 250 em Houston, de 4 a 10 de abril. Atualmente, Djokovic também não poderá participar do ATP 250 em Marrakec, também de 4 a 10 de abril, pois o Marrocos exige um cartão de vacinação e um PCR negativo antes do embarque.

Abril será um mês mais tranquilo para o sérvio, já que as restrições na Europa estão mais brandas. A França é um dos poucos países que fazem parte do circuito e que exigem plano de vacinação completo por meio de um passe de saúde. Mas Djokovic teria alternativas em torneios menores para seguir na ativa e conquistar seus pontos.

Outra questão é que o sérvio foi diagnosticado com Covid-19 no dia 16 de dezembro, o que o permite 180 dias de passe livre em alguns países. Isso, por exemplo, o deixaria em condições de jogar o ATP 500 em Barcelona, de 18 a 24 de abril, o Masters 1000 de Madri, de 1º a 8 de maio, e de Roma, entre 8 e 15 de maio.

Roland Garros, de 22 de maio a 6 de junho, por sua vez, tem a mesma regra, mas com a diferença de que o passe vale por apenas quatro meses. Essa redução da duração do passe pode retirar de Djokovic a possibilidade de defender o título do Grand Slam francês.

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