Série B: Operário perde em casa, reabilita Cruzeiro, e demite Gerson Gusmão

Rafael Nascimento


Em jogo fraco tecnicamente, o Operário perdeu para o Cruzeiro por 1 a 0 na noite desta terça-feira (20) no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, pela 17ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Após a partida, o técnico Gerson Gusmão foi demitido do Fantasma – o treinador comandada a equipe desde 2016 e era o técnico mais longevo no cargo entre os clubes das Séries A, B e C do Brasileiro.

Na reta final do jogo, quando a partida se encaminhava para um empate sem gols, Arthur Caíke balançou as redes e decretou a vitória do time mineiro. A partida marcou a reestreia do técnico Felipão no Cruzeiro.

A vitória ameniza parcialmente a crise dentro e fora de campo da Raposa na Série B: o Cruzeiro permanece na zona de rebaixamento, mas volta a vencer após quatro rodadas e deixa a vice-lanterna da competição, agora com 16 pontos e na 17ª colocação.

Já o Fantasma,amplia o clima de pressão pelos lados do Germano Krüger após mais um resultado negativo e a demissão de Gerson Gusmão: na 10ª colocação, com 22 pontos, a equipe só ganhou um dos últimos oitos jogos, e não vence há cinco jogos em seus domínios – a última vitória em Ponta Grossa aconteceu ainda em agosto, pela 6ª rodada (2 a 1 sobre o Brasil de Pelotas).

Gerson Gusmão não suportou a sequência de maus resultados e foi demitido. Foto: José Tramontin/OFEC

Com o sinal de alerta ligado, o Operário busca a reabilitação na Série B na sexta-feira (23) fora de casa, diante da Chapecoense, em Chapecó. Já o Cruzeiro entra em ação no domingo (25) contra o Náutico, em Pernambuco.

JOGO TRUNCADO E POUCO OBJETIVO EXPÔE FRAGILIDADE DAS EQUIPES

Goleado na última rodada pelo CRB, fora de casa (4 a 1), o Operário entrou em campo pressionado pela necessidade de voltar a vencer em seus domínios – fato que não acontecia desde o fim de agosto, ou quatro jogos no Germano Krüger. Apesar disso, o jogo começou truncado, com ambas as equipes se impondo na marcação e pouco produzindo ofensivamente.

A primeira – e única – chegada com maior perigo no primeiro tempo foi do Cruzeiro, com Arthur Caíke. Aos 15, o atacante invadiu a área, mas foi travado por Ricardo Silva na hora do arremate.

O Fantasma buscava desenvolver suas jogadas pelos lados do campo, principalmente pelo setor direito, mas nenhuma investida alcançou o gol de Fábio.

O time celeste voltou melhor na etapa final e só não abriu o placar com Marquinhos Gabriel, e depois com Arthur Caíke, graças às intervenções providenciais do goleiro Thiago Braga. 

O Operário respondeu com Rafael Bonfim, após cobrança de falta de Marcelo, mas o zagueiro finalizou sem direção.

Aos 39, quando o jogo já se encaminhava para o empate sem gols, a bola sobrou para Arthur Caíke, que dessa vez não desperdiçou e balançou as redes: 1 a 0.

Nos minutos finais, o Operário ainda teve duas grandes chances de empatar, com Bonfim e Lucas Batatinha, mas à exemplo de todo o jogo, não foi eficiente nos arremates.

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