Testemunha se apresenta à polícia e diz que jogador Daniel foi espancado antes de morrer

Vanessa Fernandes - CBN Curitiba


Uma testemunha que estava junto com o jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas na noite em que ele foi morto, se apresentou nesta quarta-feira (31) a polícia civil de São José dos Pinhais, de acordo com o advogado Airton Jacob Graton Filho.

De acordo com o advogado, a testemunha disse a polícia que Daniel e mais seis pessoas, incluindo ele, estavam em uma boate em Curitiba, quando decidiram ir para uma casa continuar a noite. Em meio à festa na casa, a testemunha e outras pessoas ouviram gritos de socorro de uma voz feminina.

Ainda de acordo com a testemunha, as pessoas correram para o quarto de onde vinham os gritos e avistaram um homem em cima de Daniel batendo nele. Em seguida outras três pessoas entraram no quarto e deram continuidade as agressões contra o jogador, inclusive com uma faca, ao que o jogador pedia para não ser morto.

Os agressores antes de sair da casa levando Daniel, disseram às outras testemunhas para esquecerem o que tinha acontecido e que ninguém deveria falar nada. Após a noite dos fatos, os agressores passaram a ligar e enviar mensagens ameaçando a todos que estavam na casa naquela noite.

A testemunha disse que não conhecia Daniel antes de encontrá-lo na casa noturna. Com medo das ameaças, a testemunha resolveu se apresentar na delegacia com um advogado para dar informações.

O advogado Jacob Filho acompanhou a testemunha, que pediu proteção policial.

O corpo de Daniel foi encontrado em uma área de mata próxima à uma estrada rural, na cidade de São José dos Pinhais. Segundo as investigações da polícia, ele foi morto na madrugada de sábado e encontrado por moradores na manhã seguinte. O jogador foi identificado apenas na noite de domingo.

A polícia não comenta as investigações, mas confirma que ele foi morto por uma arma branca, provavelmente uma faca. O corpo também sofreu várias perfurações na região do pescoço. Várias pessoas ligadas ao jogador já foram ouvidas e as investigações estão adiantadas, segundo a Polícia Civil.

Daniel Corrêa Freitas nasceu em Juiz de Fora-MG e tinha 24 anos.

 

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