Tite adota cautela e testa Fernandinho na seleção contra a Alemanha

Folhapress


O técnico Tite vai adotar um estilo de jogo mais cauteloso na formação do time que enfrentará a Alemanha no primeiro jogo após o fatídico 7 a 1 da semifinal da Copa de 2014.
O volante Fernandinho, que estava em campo na derrota no Mineirão, vai entrar no time. Com isso, desloca o meia Philippe Coutinho do centro para a esquerda, às custas da vaga do atacante Douglas Costa.
A mudança é necessária pelas características do amistoso: apesar de estar poupando vários jogadores importantes como Müller e Özil, a Alemanha é a líder do ranking da Fifa e fez um amistoso com gosto de jogo de Copa contra a Espanha na sexta (23).
Há fatores de outra ordem. Embora Tite e jogadores repitam desde Moscou o discurso de que o 7 a 1 é passado, o técnico já deixou claro que psicologicamente a importância do jogo é evidente.
Para o setor defensivo, a mudança foi bem vista. “A entrada do Fernandinho dá um pouco mais de força” para a defesa, diz o zagueiro Miranda, escalado para falar em entrevista após o treino realizado na tarde deste domingo (25) em um estádio nos arredores de Berlim.
“Com certeza vai ser um grande duelo, é uma equipe bastante dinâmica. Aquilo lá (o 7 a 1) ficou para a história, hoje a seleção está muito mais bem preparada. A gente martela muito isso porque não é normal o que aconteceu, mas nós queremos escrever uma nova história. Temos de demonstrar nosso valor, é um grande duelo, mas isso não vai mudar nosso trabalho [até a Copa]”, disse o jogador.
Sobre a presença de Fernandinho, egresso do 7 a 1, no time, Miranda ressaltou que não falou com ele sobre o assunto, mas que “encararia como uma oportunidade de fazer uma nova história”.
Miranda minimizou o fato de que o amistoso, que já estava relativamente esvaziado pela ausência de Neymar, também não terá a formação considerada titular da Alemanha. “Será um grande jogo”, disse, sobre o confronto da terça (27) no Estádio Olímpico de Berlim.
A principal estrela brasileira está se recuperando de uma fratura no pé. “Ele faz falta. Mas é o momento de fazer um teste sem o Neymar”, disse o zagueiro.
No jogo contra a Rússia, no mesmo dia em Moscou, Tite apostou numa configuração mais ofensiva para romper a linha de cinco defensores dos donos da casa.
Os russos se apresentaram como Tite esperava, com cinco defensores e quatro meio-campistas. Não funcionou no primeiro tempo do jogo, e surgiram fragilidades defensivas que só não acabaram com a Rússia abrindo o marcador pelo baixo nível técnico dos donos da casa.
A fraca atuação de Daniel Alves na proteção foi motivo de preocupação. Nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, o Brasil recuou um pouco Paulinho e Coutinho, e enfim a retranca russa foi superada. O jogo acabou em 3 a 0 para a seleção, segunda colocada no ranking.
A entrada de Fernandinho vem sendo aventada pelo técnico, que luta para encontrar uma solução aceitável para seu meio de campo. No Manchester City, o volante não prima tanto pelo drible que o tal “ritmista” que Tite gostaria de ter teoricamente precisa possuir, mas faz ligação com eficiência.
Comentando isso, Miranda disse que o time não irá jogar fechado, e sim mais protegido. “Nossa seleção é ofensiva”, afirmou. No treino deste domingo, Tite investiu bastante tempo em jogadas de bola parada.
Ainda nesse cenário mais conservador, há também a possibilidade de Renato Augusto, que pontificou boa parte da era Tite na seleção, entrar mais recuado, empurrando Coutinho para a vaga de Douglas Costa.
Contra a ideia, o fato de que Renato Augusto está em má fase técnica desde o fim do ano passado e disputa uma liga menos competitiva, a chinesa, pelo Beijing Guoan.

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