Vasco abre investigação por surto de virose que atingiu elenco

BRUNO BRAZRIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS)Os passos debilitados de um encasacado Wagner e a escalação de Pauli..

Francielly Azevedo - 15 de março de 2018, 12:21

Foto: Paulo Fernandes &#124 Vasco
Foto: Paulo Fernandes &#124 Vasco

BRUNO BRAZ

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS)

Os passos debilitados de um encasacado Wagner e a escalação de Paulinho no banco de reservas na última terça-feira (13), dia do jogo com a Universidad de Chile, demonstraram como o surto de virose vem afetando o Vasco. Preocupada com a situação, a diretoria, por meio de sua vice-presidência médica, abriu uma investigação para tentar diagnosticar a causa do problema.

Foi solicitada uma análise da água que está sendo bebida pelo elenco, embora se suspeite que a situação seja um pouco mais ampla. A princípio, o clube descarta uma intoxicação alimentar.

Os sintomas (náuseas, vômitos e diarreias) se iniciaram no último domingo. No dia anterior, o Vasco havia vencido o Madureira pelo Campeonato Carioca em Moça Bonita (RJ). Contraíram a virose ao menos oito jogadores, além de membros da comissão técnica, diretoria e funcionários.

Entre os atletas, um dos mais afetados foi o jovem Paulinho, que precisou ser transferido para um hospital onde tomou sorou intravenal. Ainda debilitado, ele foi poupado pelo técnico Zé Ricardo e iniciou o jogo com os chilenos no banco, entrando apenas no segundo tempo.

No intervalo do duelo, o meia Wagner passou mal e vomitou, tendo de ser substituído. Ao deixar o estádio após a partida, ele demonstrou dificuldade em andar, estava encasacado e com uma toalha em volta do pescoço mesmo com o calor que fez na madrugada de quarta no Rio de Janeiro.

"Sobre o que aconteceu, não é desculpa, mas o Wagner passou mal no intervalo, teve febre. Ele precisou ser substituído, mas não foi isso o determinante na partida", declarou Zé Ricardo.

Na reapresentação, ao menos mais quatro outros jogadores apresentaram sintomas, o que ligou o alerta para a gravidade da situação. Quando o surto teve início, o vice-presidente médico, Celso Monteiro, estava fora do Brasil, mas passou a coordenar as ações e colher informações mesmo de longe.

Por conta do problema, o técnico Zé Ricardo ainda não tem previsão se poderá ou não contar com todos os jogadores a disposição para o clássico deste domingo (18), contra o Botafogo, no estádio Nilton Santos, que define uma vaga ou não para as semifinais da Taça Rio.