Gastronomia
Compartilhar

Mercado de produtos naturais cresce e deve faturar R$ 108 bilhões até 2019

De acordo com um estudo da Euro RSCG Worldwide e do Instituto Market Probe International, 71% dos brasileiros se preocup..

Guilherme Grandi - 02 de janeiro de 2017, 16:00

De acordo com um estudo da Euro RSCG Worldwide e do Instituto Market Probe International, 71% dos brasileiros se preocupam com alimentação saudável. Apenas em 2015, o setor movimentou R$ 80 milhões, mas até 2019, as previsões apontam que esse número deve chegar em R$ 108,5 bilhões.

Com isso, as lojas de produtos naturais e suplementos, além da nova febre das salad shop's, também ganharam mais destaque nos últimos anos. Uma delas, a Folha Verde, viu a procura aumentar não apenas por quem possui restrições alimentares, mas "todos os perfis de consumidores, como os que precisam de produtos sem lactose, sem glúten, veganos, dietéticos e muitos outros que querem apenas uma alimentação mais saudável", conta Lionardo Fonseca Paiva, sócio fundador.

Dentre os itens mais procurados, destacam-se as cápsulas de chá verde, Maca Peruana, cápsulas de gengibre e hibisco, Goji Berry e Whey Protein. No entanto, "existem muitas informações confusas na internet, sentimos falta de material de qualidade que exemplificam para o cliente a eficiência dos produtos e a forma de uso", analisa Oliveira. Por isso, para outras pessoas, a tendência é de que os próprios clientes montem suas dietas ou personalizem as refeições.

A curitibana Salad Me é uma que viu neste nicho um futuro de mercado. Os pratos lá foram criados com o suporte de nutricionistas, para garantir as mais saudáveis combinações para pessoas que buscam uma alimentação menos calórica, assim como para o público fitness, vegano e o vegetariano. "A substituição dos ingredientes é um fator muito importante, como trocar o queijo tradicional por uma opção vegana, usar açúcar mascavo ou demerara ao invés do refinado, sem deixar de trazer sabor a todos os pratos", comenta Cassiano Pajewiski, chef executivo do Salad Me.

Outra empresa do Paraná que viu a tendência do mercado de produtos naturais foi a Fevitto. A marca cresceu 10% no primeiro semestre, e considera continuar expandindo em 2017. Segundo Julio Vavolizza, proprietário da loja, "independentemente da crise, o consumidor continua comprando, mas hoje ele prefere até mesmo gastar mais em produtos que possuem maior valor agregado e mais qualidade do que adquirir similares que não tenham perfil saudável", afirma o empresário.

De acordo com o levantamento da Euromonitor, esse mercado cresceu 98% no Brasil entre 2009 e 2014. A agência prevê um crescimento expansivo do setor até 2020, os produtos que apresentarem maior grau de diversificação se destacarão.