CEO da Disney sugere que animação 'Encanto' pode virar franquia

Poucos dias após o lançamento de "Encanto", no Disney+, ele se tornou uma potência do streaming e sua trilha sonora ficou no topo das paradas

Folhapress - 11 de fevereiro de 2022, 07:02

Reprodução Youtube/Disney BR
Reprodução Youtube/Disney BR

A animação "Encanto", da Disney, pode virar franquia. O CEO da companhia, Bob Chapek, se referiu ao longa animado como "o começo de uma nova franquia" para o estúdio em conversa com os acionistas, em matéria publicada pelo BusinessWire.

O CEO não deu detalhes sobre uma possível sequência da animação, que teve uma bilheteria ruim, mas deixou claro que os cinemas não são a única maneira de lançar uma franquia bem-sucedida. Segundo Chapek, houve um aumento significativo no total assinaturas em todo o nosso portfólio de streaming para 196,4 milhões, incluindo 11,8 milhões de assinantes do Disney+ adicionados no primeiro trimestre.

Poucos dias após o lançamento de "Encanto", no Disney+, ele se tornou uma potência do streaming e sua trilha sonora, criada por Lin-Manuel Miranda, ficou no topo das paradas. Colaborador frequente da Disney –ele esteve envolvido em "Moana", "O Retorno de Mary Poppins" e no ainda inédito live-action de "A Pequena Sereia"– ele buscou inspiração em ritmos como bambuco, mapalé, cúmbia, joropo e no "rock do início da carreira da Shakira".

Ambientada no coração da Colômbia, o filme mostra a vida de Mirabel (Stephanie Beatriz), a única entre os familiares que não recebeu um talento especial. Ao longo da trama, ela precisa salvar a magia da família e tenta provar para sua Abuela (María Cecilia Botero) ser tão especial quanto todos. Ao longo da história, Mirabel precisa rever a relação com suas irmãs Luísa (Jessica Darrow) e Isabela (Diane Guerrero), sendo a última a irmã "perfeita". "Penso que muitas pessoas vão se identificar com Isabela", diz a atriz Diane Guerrero, em entrevista por chamada de vídeo à reportagem.

"Ver a liberação e a transformação que ela passa é muito atraente", conta, "a única vez que ela é ela mesma, é quando ela e sua irmã se unem e se amam". Para Guerrero, que já esteve em séries como "Orange is the New Black" (2013-2019) e "Jane, a Virgem" (2014-2019), o filme mostra que nenhum extremo é bom dentro de uma família. "[Devemos] tentar entender uns aos outros. Aí é onde você consegue responder todas as questões sobre sua vida e propósito", completa a artista.

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