Museu Paranaense surpreende com eventos de artista indígena

Depois de passar pelas ruas de Viena (Áustria), e pelo Castelo Di Rivolli, na Itália, essa foi a primeira vez que a performance foi apresentada no Brasil

AEN - Lorenzzo Gusso - 21 de março de 2022, 15:03

Foto: Kraw Penas/SECC
Foto: Kraw Penas/SECC

 Mais de 200 pessoas acompanharam os eventos promovidos neste sábado e domingo (19 e 20) pelo Museu Paranaense (Mupa), em Curitiba. Entre eles, a fala da mestre em biologia e artista indígena contemporânea Uýra, vinda diretamente da Amazônia.

  Uýra foi um dos destaques da última edição da Bienal de São Paulo e vem promovendo, através de suas pesquisas e arte, reflexões instigantes sobre ecologia, identidades, futuro, história e apagamentos.

 Ela descreve a si mesma como uma manifestação em carne de bicho e planta que se move para exposição e cura de doenças sistêmicas coloniais.

Uýra no Museu Paranaense

 No sábado, cerca de 60 pessoas acompanharam sua apresentação no Mupa, acompanhada da artista visual e cineasta manauara Keila Sankofa.

Parte da plateia durante a fala de sábado, no Mupa (Foto:Kraw Penas/SECC)

 Uýra contou sua vivência como indígena, artista e pesquisadora em Manaus, seus interesses pelos sistemas vivos e suas violações, decolonialidades, memórias e diásporas indígenas.

 Já Keila Sankofa apresentou sua atuação no assunto como artista visual e cineasta. Suas produções utilizam a fotografia e o audiovisual como ferramentas para propor autoestima e questionar apagamentos de pessoas negras.

 No dia seguinte, domingo, a envolvente performance “Ponto Seguido, Ponto Final”, de Uýra, extrapolou o espaço físico do Mupa e tomou a Praça João Cândido, no Centro Histórico de Curitiba, onde chamou a atenção pela criatividade e contato com a natureza.

 Depois de passar pelo Kunnstraum Museum, nas ruas de Viena (Áustria), e pelo Castelo Di Rivolli, na Itália, essa foi a primeira vez que a proposta foi apresentada no Brasil, com público atento e participativo.

 Por meio dela, a artista é busca ativar ressurgimentos de vida coberta pelas materialidades e imaginários coloniais — as terras, memórias, águas e florestas que dormem debaixo dos asfaltos.

(Foto:Kraw Penas/SECC) 

Programa Público no Museu Paranaense 

 Os eventos do final de semana integram a programação do Programa Público “Se enfiasse os pés na terra: relações entre humanos e plantas”, que segue ativo até o mês de maio no Museu Paranaense.

 Seu cronograma é formado por uma série de ações artísticas, educativas e culturais, em que o público é convidado a aproximar-se das múltiplas formas de vínculos entre seres humanos e a natureza.

 

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