Atores interpretam cerca de 150 personagens em PI Panorâmica Insana

Conhecidos por trabalhos na televisão e no teatro, a peça "PI - Panorâmica Insana" traz no elenco nomes como Cláudia Abr..

Fernando Garcel - 27 de março de 2019, 11:13

Conhecidos por trabalhos na televisão e no teatro, a peça "PI - Panorâmica Insana" traz no elenco nomes como Cláudia Abreu, Leandra Leal, Luiz Henrique Nogueira e Rodrigo Pandolfo. A obra, da diretora Bia Lessa, estará nos palcos do Festival de Teatro de Curitiba, em apresentações no sábado e domingo (30 e 31). Os ingressos estão disponíveis online e também nos quiosques Disk Ingresso no Shopping Estação, Shopping Mueller, Shopping Palladium e Shopping São José.

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Na obra, os atores vivem cerca de 150 personagens de diferentes nacionalidades. Os textos de Júlia Spadaccini, Jô Bilac e André Sant´ana, com citações de Franz Kafka e Paulo Auster, abordam temas cotidianos em tom visceral e apocalíptico. “Tudo o que é humano interessa, tudo que é próprio de cada um dos atores tem valor enquanto observação da vida, tal qual ela se apresenta agora”, afirma Bia Lessa.

A peça coloca uma lente de aumento sobre a sociedade contemporânea e discute temas como indivíduo, civilização, sexualidade, política, violência, nação, miséria, riqueza, gênero e desejo. A dramaturgia do espetáculo foi concebida a partir dos ensaios e o resultado é uma escritura cênica e não um texto convencional, que transita entre artes plásticas, teatro e dança. São projetados em tempo real números de assassinatos, estupros, nascimentos, narrações que apontam para uma saturação do sistema atual.

O projeto foi idealizado por Cláudia Abreu e Luiz Henrique Nogueira. Inicialmente teria como foco os “excluídos sociais”, mas a chegada de Bia Lessa ampliou a temática, na busca de traçar um painel ilimitado de temas que afetam as condições de vida da humanidade. O próprio título do espetáculo traduz a ideia: ‘Pi’ é uma abreviação para ‘Panorâmica Insana’, mas remete também ao símbolo matemático π, reforçando a ideia de fração infinita.

“Queríamos olhar para os excluídos e agora falamos sobre um sistema de vida que justamente cria essas exclusões”, afirma Nogueira. “A peça é um grande painel da humanidade, com suas mais urgentes, profundas e superficiais questões”, completa Cláudia.