Jornalista Cicero Cattani morre em Curitiba aos 81 anos

Redação

cicero cattani jornalista

Cicero do Amaral Cattani, um dos grandes nomes do jornalismo paranaense, morreu aos 81 anos no hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, na noite deste domingo (10). Ele teve o agravamento de algumas doenças crônicas que o levaram a morte.

O velório acontece nesta segunda, entre 8h e 12h, na Capela Esmeralda da Vaticano, na Rua Desembargador Hugo Simas, número 26, no bairro Bom Retiro.

Cattani começou a carreira de jornalista no Última Hora, a convite de Samuel Wainer. Desde então, começou a viver e respirar política, tendo oportunidade inclusive de adiantar pessoalmente ao presidente Jânio Quadros a conspiração que levou à sua renúncia.

Depois passou pelas redações do Agora, O Estado do Paraná, Diário do Paraná, rede CNT e coordenou a assessoria de comunicação de diversos órgãos públicos, como os Portos do Paraná.

Como muitos jornalistas da sua época, foi preso político e banido das redações. A causa das prisões sempre deu orgulho a ele: ser “subversivo”, contra o regime militar e favor da liberdade de expressão.

Ele trabalhou no Correio de Notícias e terminou dono do lendário jornal, que abrigou os maiores nomes do jornalismo paranaense e nacional.

Com a venda da empresa, fundou o hora H, tabloide com capas trabalhadas e manchetes marcantes. O jornal também tinha uma versão online, pioneira na época.

Vivendo a notícia e a política 24 horas por dia, participou de inúmeras campanhas eleitorais e teve relações amistosas – e às vezes hostis – com todos os últimos governantes do Paraná.

Nos últimos anos, manteve um blog que lhe rendeu muitos acessos e também ações judiciais. Era fã do Twitter e esteve nas redes sociais e ligado na GloboNews até seu último momento.

Em vídeo disponível no Youtube, ele relatou a própria história e os momentos que viveu sob a ditadura militar:

VIDA PESSOAL DE CICERO CATTANI

O jornalista deixa a esposa, também jornalista Carmen, com quem esteve casado por 52 anos. Ficam os filhos Cicero Eduardo; pai das netas Anna Helena, Anna Heloísa e Anna Beatriz; e a bisneta Helena, de seis anos.

A também jornalista Carolina e a neta mais velha, Bruna. E Bianca, a filha caçula e mãe do Valentim, de um ano e nove meses, que morou junto e curtiu muito o avô até o final.

Cicero é natural de Santiago (RS) e com os pais Vitório e Erci foi para São Paulo e depois para o Paraná, onde fixou residência em Curitiba.

Com a morte precoce do pai, precisou sustentar a mãe e os cinco irmãos. Ele dizia – e os filhos sempre duvidaram – que até em circo trabalhou.

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