Com 500 apresentações grátis ou a baixo custo, 27º Festival de Curitiba reuniu 215 mil pessoas

O 27º Festival de Curitiba foi um festival para todos: dos quase 400 espetáculos, 100 eram gratuitos – incluindo Mostra ..

Francielly Azevedo - 10 de abril de 2018, 13:29

Foto: Divulgação
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O 27º Festival de Curitiba foi um festival para todos: dos quase 400 espetáculos, 100 eram gratuitos – incluindo Mostra e Fringe, o segmento simultâneo sem curadoria e com participação aberta a todas as companhias do Brasil e do mundo.

Foi possível ver teatro das 9h às 21h sem tirar um real do bolso durante os 12 dias seguintes à abertura, na noite de 27 de março, quando o mineiro Grupo Corpo deu a partida, no Guairão.

Ainda houve 46 atrações no sistema “pague o quanto vale”. Foram, assim, mais de 500 sessões grátis ou a baixo custo.

Curitiba e também Região Metropolitana – Pinhais, São José dos Pinhais e Araucária - tiveram 39 de suas praças e ruas tomadas por 75 peças, em cerca de 300 sessões ao ar livre.

Quem andasse pelo CIC, Boqueirão, Tatuquara, Boa Vista e Centro inevitavelmente encontraria uma encenação.

No Guritiba – segmento infanto-juvenil do Festival, que completa 10 anos, pela primeira vez com uma curadoria -, além de programação gratuita, houve o lançamento de ações sociais que durarão o ano inteiro e chegarão a diversas escolas sem custo algum, democratizando a arte para crianças de baixa renda. Ao todo foram cinco espetáculos, dois shows e brincadeiras, ofertadas no Museu Oscar Niemeyer para todas as crianças.

Mais do que nunca, a acessibilidade foi ampliada: diversas atrações, nos muitos segmentos do festival – incluindo o Gastronomix, a quermesse de alta gastronomia -, tiveram audiodescrição – para atender às pessoas cegas - e tradução em libras, para as pessoas surdas, na busca de, cada vez mais, incluir todos os públicos no Festival.

O número de mostras do Fringe foi recorde, 20 ao todo, aumentando ainda mais a visibilidade das companhias que vêm espontaneamente participar da vitrine teatral em que Curitiba se transforma entre final de março e início de abril.

Curitiba recebeu artistas de 14 estados e sete países - Portugal, Chile, França, Espanha, Holanda, Uruguai e Colômbia -, unindo em torno da arte pessoas de diversas nacionalidades.

O Fringe – que, ao todo, recebeu 372 espetáculos que fizeram 1488 apresentações - teve ainda dez oficinas gratuitas para público e artistas conhecerem ou se aprofundarem em novas técnicas artísticas. Todas lotaram.

No Interlocuções – evento integrante da Mostra -, o público pôde aprofundar a experiência artística desfrutada nas peças convidadas - pelos curadores Marcio Abreu e Guilherme Weber -, participando de palestras, bate-papos, lançamentos de livros, exibições de filmes e oficinas. Mais uma vez, tudo grátis para todos.

O público estimado desta edição do Festival de Curitiba é de 215 mil pessoas.