Conflito, seguidores e ideias: Quem foi Olavo de Carvalho

Apelidado de “guru bolsonarista”, Olavo se tornou influente na direita nacional, e na propagação de ideias como a “teoria da terra plana” e o combate ao que chamava de “comunismo”

Lorenzzo Gusso - 25 de janeiro de 2022, 19:06

(Reprodução/Instagram)
(Reprodução/Instagram)

Escritor, influenciador digital, astrólogo e autodeclarado filósofo, Olavo de Carvalho tornou-se o principal representante dos novos argumentos e ideias da extrema direita que ganharam protagonismo no Palácio do Planalto com a eleição de Jair Bolsonaro em 2018. Ele morreu hoje (25) por covid-19, segundo uma das filhas.

Foi ele quem sugeriu os nomes de Ernesto Araújo (ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil), Ricardo Velásquez (ex-ministro da Educação do Brasil) e Abraham Weintraub (também ex-ministro da Educação do Brasil) para o alto escalão do governo Bolsonaro, sendo Weintraub, inclusive, um de seus alunos.

Provocativo e crítico da modernidade, escreveu 31 livros que não encontraram grande afeto no meio acadêmico, principalmente pela falta de embasamento. No entanto, os livros O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota (2013) e O Imbecil Coletivo (1997) venderam mais de meio milhão de cópias. 

Também fez fama na internet, com um nicho sempre crescente de “alunos” e seguidores que acompanhavam suas livestreams e aulas pagas no Curso Online de Filosofia (COF).

Além disso, foi através de suas publicações que ganhou a simpatia dos filhos de Bolsonaro, resultando na grande influência do autor nas primeiras decisões do governo e no embasamento teórico de muitos discursos do chefe do executivo.

Matéria escrita sob supervisão do jornalista Vinicius Cordeiro