Dono do Madero diz que Brasil não pode parar por 5 ou 7 mil mortes

O empresário Junior Durski, dono dos restaurantes da rede Madero, criticou as medidas restritivas impostas ao comércio e..

Redação - 23 de março de 2020, 20:17

SÃO PAULO, SP, 16.01.2017: ECONOMIA-MERCADO - O presidente fundador da rede de hamburguerias Madero, Junior Durski. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 16.01.2017: ECONOMIA-MERCADO - O presidente fundador da rede de hamburguerias Madero, Junior Durski. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

O empresário Junior Durski, dono dos restaurantes da rede Madero, criticou as medidas restritivas impostas ao comércio e indústria para combater a disseminação do novo coronavírus no Brasil. Para ele, os danos econômicos serão maiores do que as possíveis mortes causadas pela Covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, a doença já matou 34 pessoas e apresenta mais de 1.800 casos.

"O país não aguenta, não pode parar dessa maneira. As pessoas têm que produzir e trabalhar. Não podemos . Não tem como fechar tudo, se esconder do inimigo e não trabalhar. O Brasil vai ter, eu não sei, 200, 300, 400 mil mortos nos próximos dois anos de fome e assassinato porque a segurança pública não vai ter dinheiro para investir. E tava melhorando muito", completou.

Para completar, Durski prevê que coronavírus pode causar o desemprego de 40 milhões de pessoas. Contudo, ele assegura que não demitirá nenhum dos oito mil empregados da Rede Madero.

"Isso vai ser o caos e eu não estou falando por mim. A minha empresa tem condições, recursos e caixa para passar seis meses parado, mas eu estou preocupado com o Brasil. A pessoa que tem um mercadinho, barzinho ou restaurantinho... Esse vai quebrar e não vai ter o que fazer", finalizou no Instagram.

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