Exposição retrata momentos de curitibana que passou por transplante de fígado

Redação


O mês de setembro é dedicado à conscientização da doação de órgãos. Para lembrar da data, o Hospital Nossa Senhora das Graças promove entre os dias 27 de setembro a 03 de outubro, em parceria com o Jockey Plaza Shopping, a mostra fotográfica “It`s a liver! Como um transplante mudou minha vida”.

As 18 fotos da exposição retratam momentos da curitibana Maria Cristina Nadalin que, em 2015, teve que passar por um transplante de fígado – como a hora do telefonema tão esperado ao surgir um doador de fígado, a ida para o hospital, a despedida dos seus pais momento antes de entrar no centro cirúrgico, até a sua recuperação pós-transplante.

Maria Cristina Nadalin conviveu durante 10 anos com duas doenças autoimunes, sendo uma delas no fígado. Com os exames de sangue alterados e a forte coceira que ela sentia em todo o corpo, a doença evoluiu, com dois episódios de sangramento no esôfago. Com a piora da doença, a paciente do Hospital Nossa Senhora das Graças teve que entrar para a fila de transplante, a espera de uma doação de fígado. “Eu ficava fraca, tinha falta de ar, a pele ficou muito amarela e a coceira já não respondia a nenhum medicamento. A ideia do transplante nunca me assustou, eu sabia que aquilo ia fazer melhorar o que mais me incomodava, que era a coceira e a recente falta de energia para fazer tudo o que eu queria”, conta Maria Cristina.

As fotos da mostra são do fotógrafo Rodrigo Ribas Capuski, que é marido da Maria Cristina, e acompanhou a sua luta contra a doença. “Nós passamos por um momento delicado e resolvemos registrar tudo para compartilhar essa história e conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos”, diz Maria Cristina. A Mostra conta com apoio do Jockey Plaza Shopping e com a parceria da Central de Transplantes do Paraná, Silcolor Photo Álbum e Iluminação Curitiba.

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Somente no Paraná, atualmente mais de 2 mil paranaenses esperam na fila por um transplante de órgãos. A ordem da fila de espera é definida pela gravidade da doença – quanto mais grave, mais cedo o paciente deverá receber o órgão.

A doação de órgãos pode ser realizada após o diagnóstico de morte encefálica, e se a família autorizar a doação. “Informar a família sobre o desejo de doar os órgãos é a ação mais importante para quem quer ajudar quem precisa. Se a família souber da vontade do paciente há grande chance de aceitar a doação”, esclarece o chefe do serviço de transplante hepático do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), Dr. Eduardo Ramos. Segundo o médico, o número baixo de doadores ainda é fruto da falta de informação da população. “Quando há um paciente com morte cerebral na UTI, muitas vezes os familiares não fazem a doação dos órgãos por acreditarem que possa ter chance de recuperação, por questões religiosas, preconceito ou incerteza sobre a aprovação do paciente”, conta o médico.

De acordo com a Central de Transplantes do Estado, 144 transplantes de fígado foram realizados no Paraná até julho deste ano – sendo 17 realizados pelo Serviço de Transplante Hepático do HNSG, que atingiu neste ano a marca de 187 transplantes realizados no Hospital.

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